Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/04/2018
Em 1928, ao inaugurar a primeira rodovia asfaltada no Brasil, Washington Luís, então presidente do Estado, iniciou a concretização do lema da sua gestão: “governar é abrir estradas”. Alguns anos depois, no entanto, a política desenvolvimentista adotada por outro presidente, Juscelino Kubitschek, deturpou tal máxima, pois, mesmo inspirada no projeto do antigo gestor do país, incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva, causando, assim, graves problemas na mobilidade urbana brasileira, situação prejudicial ao bem-estar nacional.
De fato, o tráfego citadino do Brasil enfrenta muitos desafios. Em defesa dessa assertiva, é possível citar o fenômeno popularmente conhecido como “engarrafamento”. Causado pelo grande crescimento da frota veicular e pelo exíguo aumento do número de rodovias do país, esse é o principal problema enfrentado pelos setores nacionais de transporte. Isso se deve ao fato de que, além de ser responsável por aumentar a insegurança nas malhas rodoviárias, tal infortúnio também prejudica a economia do país, pois as pessoas perdem, no trânsito, horas que poderiam ser utilizadas, por exemplo, em atividades laborais, as quais gerariam renda e movimentação financeira.
Ademais, a falta de uma política constante de investimento na melhoria do transporte público criou um serviço de baixa qualidade e caro. Entre os problemas comuns neste âmbito estão o número insuficiente de veículos realizando percursos demorados, levando a superlotação dos utilitários, atrasos e grande tempo de espera nos pontos de parada. Também pode-se destacar o baixo investimento no transporte ferroviário, pois são poucas as capitais urbanas que possuem linhas de metrô. Isto traz como resultado, o uso demasiado dos automóveis, que prejudica a vida do cidadão nas metrópoles com a emissão de poluição, com o tempo gasto no trânsito para se deslocar de uma região para a outra, e no aumento do número de acidentes.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A mobilidade urbana do Brasil. Para isso, é indispensável que, além da ampliação da rede pública de transportes, ações como a implantação de ciclovias e a adoção do rodízio veicular sejam executadas em todas as metrópoles nacionais pelos governantes, visando ao fim dos congestionamentos e, consequentemente, à redução dos problemas ambientais. Outrossim, a fim de reduzir o número de carros particulares nas vias citadinas, é conveniente que os ambientalistas, com o auxílio da mídia, estimulem, por meio de campanhas, o uso de veículos coletivos ou alternativos como ônibus e bicicletas pela população, pois, assim, será possível minorar os desafios do tráfego brasileiro.