Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 12/04/2018
Na década de 90, consagrado pela frase “governar é abrir estradas”, o então presidente, Juscelino Kubitschek, com essa política desenvolvimentista, incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva, causando, assim, graves problemas na mobilidade urbana brasileira.
Isso se reflete diretamente nos dias atuais, tendo em vista que não houve planejamento adequado na infraestrutura das cidades para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos, através de meios alternativos. Além disso, a falta de transportes públicos de qualidade faz com que os cidadãos optem pelos veículos particulares ao invés dos ônibus ou metropolitanos. De acordo com a ativista política brasileira, Bárbara Lopes, 83% dos que usam o carro todos os dias, afirmam que com certeza deixariam de usá-lo se houvesse uma boa alternativa de transporte.
Ademais, essa problemática traz sérios prejuízos ambientais. Segundo pesquisadores, a utilização de veículos com o uso de gasolina já emitiu mais de setenta milhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Com o intuito de reduzir esse impasse, em Fortaleza - CE, a prefeitura lançou o projeto Bicicletar, no qual foram instalados postos de bicicletas para uso compartilhado, com intuito de minimizar impactos ambientais, desobstruir o trânsito, além de melhorar o bem-estar da população.
É necessário, portanto, desenvolver métodos para incentivar formas sustentáveis de transporte. A fim de melhorar a mobilidade urbana do país, os governantes devem realizar investimentos em transportes públicos tais como: metrôs e ônibus, para torná-los de qualidade, objetivando os cidadãos a optarem por eles ao invés de seus carros particulares, reduzindo, assim, o congestionamento no trânsito. Além disso, todos os Estados brasileiros devem seguir o exemplo de Fortaleza e implantar o projeto da adoção de bicicletas juntamente com construção de ciclovias. Nesse contexto, haveria maiores benefícios para a sociedade e para o meio ambiente.