Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 12/04/2018

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Atualmente, já virou rotina as seguintes manchetes nos jornais brasileiros: cresce o número de veículos a cada dia ou congestionamento bate recorde esse mês. Sendo assim, a mobilidade urbana está sendo um problema crescente na sociedade contemporânea. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de infraestrutura e a ineficiência dos modais de transportes provocam os casos de tal problemática na vida da sociedade brasileira.

O crescimento acelerado do Brasil motivado por políticas governamentais, acarretou suscetíveis erros no planejamento das cidades. Isso decorre, principalmente, do processo de êxodo rural, em que o Brasil deixa de ser um país rural e se torna urbanizado. Alguns presidentes se destacaram no desenvolvimento urbano, como Washington Luiz, com o lema “governar é abrir estradas” e, posteriormente, Juscelino Kubitschek com seu plano de metas, além da interiorização do Brasil. Consequentemente, o crescimento industrial, bem como populacional se deu de forma repentina, estes não sendo acompanhados de políticas infraestruturais básicas.

Atrelado à falta de infraestrutura, a ineficiência dos transportes denominados de massa também é responsável pelo atual cenário urbano brasileiro. Isso porque a dependência em um único sistema possibilita o monopólio, como acontece nos transportes coletivos rodoviários em muitas cidades brasileiras a falta de investimentos e modernização é notória. Um exemplo disso, são as frequentes greves que assolam esse modelo rodoviário. Dessa forma, em uma cultura da atualidade em que o carro é sinônimo de status social, são várias as pessoas que deixam de usar o sistema alternativo de transporte por inúmeras falhas que eles apresentam e usam seus próprios veículos, trazendo severas consequências a comunidade social mais ao meio ambiente.

Torna-se evidente, portanto, a restruturação física das cidades, juntamente com a diversificação dos sistemas de transporte atuais. Em razão disso, as Secretárias Municipais, em consonância com o Contran e Denatran, órgãos regulamentadores do transito, devem incentivar o uso de meios alternativos de transportes, por exemplo, bicicletas e transportes coletivos, em troca de redução em impostos. Ademais, possibilitar a diversidade e a estruturação dos atuais modais de transportes, o fluvial é uma boa alternativa, haja vista que, as principais metrópoles brasileiras são atravessadas por rios de grande porte. Assim, a questão da mobilidade urbana será melhorada, trazendo benefícios para a natureza e para nós que usufruímos dela.