Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/04/2018
Uma nova Era, mas não dos extremos
De acordo com Oscar Wilde, escritor britânico do século XIX, " O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação". Dessarte, é indubitável, pois, sair da inércia e engendrar - de maneira racional e empírica - medidas cujas asserção seja combater os desafios da mobilidade urbana no Estado brasileiro. Em vista disso, é relevante uma análise longe de uma visão míope, mas, sim, sobremaneira cautelosa sobre essa situação, tendo em vista, mormente, atenuar seus impactos. É imperioso considerar, a princípio, que, historicamente, o modelo rodoviário vem recebendo investimentos em detrimento de outros modais. Isso ocorre, dentre outros fatores, devido à política desenvolvimentista iniciada por Juscelino Kubitschek na década de 1950. Por outro lado, mesmo que essa política tenha contribuído com o processo de deslocamento de indústrias para o Brasil e a integração do país, é sabido que foi negligente ao não investir em diferentes formas de transporte. Isso porque, em pleno século XXI, a sociedade sofre os impactos negativos dessa política, tendo em vista os engarrafamentos em cidades de médio e grande porte. A ocorrência desse fato está na própria subutilização da malha ferroviária brasileira, que, invariavelmente, faria a ligação de diferentes cidades, diminuindo, por consequência, os congestionamentos.
Outrossim, é precípuo considerar que o caos na mobilidade urbana agrega aspectos negativos à vida dos cidadãos. Sim, mesmo Oscar Wilde, que viveu em uma época próxima ao florescimento e a valorização da racionalidade, preconizava a ruptura com o processo de estagnação. No contra-fluxo, do que idealizava o escritor, grande parte dos governante do país não agem de forma incisiva ou, até mesmo, agem com uma certa morosidade contra o problema. A evidência disso está no fato de que mesmo se tratando de uma processo que trás prejuízos econômicos, como, por exemplo, a diminuição do rendimento laboral do cidadão por passar muito tempo no trânsito, essa situação continua se arrastando durante os anos. Logo, diante da Quarta Revolução Industrial, ainda usufruímos de uma rede de transportes que nos remete a Segunda Revolução Industrial.
Fica evidente, portanto, que o primeiro passo não é apenas importante, mas essencial. Buscando mitigar esse revés, cabe ao governo federal fazer a interligação dos diferentes modais, investindo na malha ferroviária, no transporte hidroviário e, também em ciclovias para que o transporte fique mais dinâmico dentro dos centros urbanos. Ademais, aproveitar mais o transporte de cabotagem, visando diminuir os fluxo dos transportes pesados nas rodovias e tornar a economia do país mais competitiva. Assim, construiremos uma nova Era, de possibilidades, mudanças e conquistas.