Os desafios da mobilidade urbana para pessoas com deficiência

Enviada em 13/10/2026

Manoel de Barros, poeta modernista brasileiro desenvolveu a chamada Teologia

do Traste caracterizada pela valorização de elementos frequentemente ignorados

pela sociedade. De maneira análoga, observa-se os desafios da mobilidade urbana

para pessoas com deficiência constitui uma questão negligenciada, uma vez que as necessidades especifícas desses indivíduos não são debatidas no contexto nacional. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: negligência social e carência de investimento.

Em primeiro lugar, é importante destacar o desrespeito social como promotor do problema. Nesse viés, no filme ‘‘Como Era Antes De Você’’, o personagem Wil enfrenta dificuldades relacionadas à acessibilidade ao tentar participar de atividades fora de casa. Fora da ficção, essa é a realidade de muitas pessoas deficientes, uma vez que vagas reservadas a esse grupo são ocupadas indevidamente por parte da população, dificultando seu acesso a estabelecimentos e serviços essenciais. Logo, é inadmissível esse cenário perdurar.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de investimento como promotora do problema. Acerca disso, segundo o filósofo John Rawls, uma sociedade justa pressupõe a distribuição equitatibva de recursos e oportunidades. Entretanto, no Brasil, a ideia do teórico não é posta em prática, uma vez que é insuficiente a destinação de recursos para garantir a mobilidade inclusiva. Dessa forma, a escassez de verbas contribui para a precarização dos transportes públicos, evidenciado pela falta de elevadores para deficientes e pela ausência de espaços adequados para acomodar cadeirantes. Como consequência, esse cenário dificulta a autonomia desses indivíduos e restrigem seu direito de ir e vir.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Governo Federal, orgão responsável pelo bem-estra da populaççao, amplie o investimento em mobilidade inclusiva. Tal ação deve ser feita por meio da aquisi~ção de transportes coletivos adaptados com elevadores e espaços adequuados aa cadeirantes, a fim de garantir boas condições de deslocamento para pessoas deficientes.