Os desafios da mobilidade urbana para pessoas com deficiência

Enviada em 20/10/2026

Outrossim, é pertinente destacar que a existência de esteótipos acerca de pessoas com deficência intensifica a subalternização de tal grupo. Nessa ótica, o pensador indígena Ailton Krenak defende que a sociedade é dividida em duas classes: a humanidade, composta por pessoas que têm a integridade político-social assegurada, e a sub-humanidade que têm seus direitos constantemente violados pelo corpo social por estarem fora do ideal neoliberal . À luz desse pensamento, torna-se evidente que o maquinário capitalista ao colocar pessoas com deficiência em condição de vulnearbilidade de deslocamento, por meio da confirmação midiática de pensamentos preconceituosos, como o capacitismo, intensifica outras dificuldades enfrentadas por esse grupo, como a ausência de sociabilidade empática com outros indivíduos. Portanto, essa indiferença da sociedade com PCD`s confirma a hierarquização evidenciada por Krenak.

Portanto, cabe ao Poder Executivo, através do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, órgão reponsável por elaborar estratégias de garantia dos direitos civis, desenvolver um projeto de intensificação da fiscalização de recursos de acessibilidade de pessoas com deficiência no transporte público. Tal ação ocorrerá por meio de um treinamento dos órgãos de transito acerca da punição correta a ser dada aos responsáveis por transportes em irregularidade, a fim de mitigar os impecilhos para a livre mobilidade de pessoas com deficiência.