Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 04/09/2025
No filme “Que Horas Ela Volta?” (2015), dirigido por Anna Muylaert, o contraste entre classes sociais no Brasil revela como barreiras estruturais limitam o acesso a oportunidades no campo cultural. De modo análogo, a reflexão trazida pela obra assemelha-se aos desafios da produção artística no Brasil, haja vista de que a falta de providências para essa problemática promove a formação de uma mazela social. Desse modo, atuam ao agravar o caso não só a negligência governamental mas também a elitização do acesso a cultura. Logo, torna-se urgente discutir como superar tais barreiras.
Nesse cenário, a negligência governamental corrobora um cenário problemático no País. Por isso, é importante mencionar o sociólogo Pierre Bourdieu, ao afirmar que a cultura funciona como um capital simbólico que pode ampliar a consciência coletiva. No entanto, como o Brasil enfrenta um histórico de desvalorização das artes no campo institucional, a ausência de políticas culturais sólidas inviabiliza a consolidação de uma identidade artística plural no país. Dessa forma, a negligência estatal contribui para a marginalização de artistas e limitação da diversidade.
Diante desses fatos, a produção artística brasileira ainda sofre com um processo de elitização, o que colabora para um sério problema no país. Ademais, é de grande valia citar a escritora Djamila Ribeiro, que diz ser de suma importância tirar as situações da invisibilidade para que sejam encontradas e resolvidas. Contudo, embora movimentos culturais periféricos tenham grande relevância, o acesso a espaços de visibilidade permanece restrito a grupos sociais favorecidos. Dessa forma, a falta de reconhecimento institucional reforça desigualdades sociais, e como é necessária a tomada de providências.
Nesse viés, para valorizar a produção artística no Brasil é inequívoca a adoção de medidas. Por isso, cabe ao Ministério da Cultura atuar em parceria com secretarias estaduais, para que artistas de diferentes contextos sociais possam expor suas obras. Esses princípios aplicam-se por meio da ampliação de investimentos em programas de incentivo, por meio de editais acessíveis e descentralizados, além da implementação de projetos que aproximem estudantes de linguagens artísticas. Somente assim, a arte poderá cumprir sua função social de expressão.