Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 04/09/2025

Segundo Johann Goethe “não existe meio mais seguro para fugir do mundo do que a arte, e não há forma mais segura de se unir a ele do que a arte”. Dito isso, pode-se dizer que ela é algo essencial, tendo em vista os suas contribuições e os adventos que pela arte foram descobertos. No entanto, sofre continuamente ataques de ódio e preconceito. E com a escassez de recursos, sejam eles financeiros, falta de materiais ou equipamentos. Tendo também as inteligências artificias como concorrência.

Atualmente, o preconceito contra a arte se tornou algo perceptível, e isso pode mostrar qual caminho a sociedade está trilhando. Diferentemente dos séculos XV ou XVII, hoje o conceito de produção artística vai além do romantismo, da anatomia ou cultura erudita. Segundo a Fundação Abrinq, ele abrange toda produção feita de forma consciente e que busca expressar algo. Porém muitos enxergam como arte apenas aquilo que considera ser belo, de acordo com o Instituto de Cultura e Cidadania (ICULT). Assim, impactando diretamente os artistas, que veem seus trabalhos sendo julgados de forma injusta e imparcial. Isso ocasionalmente pode causar falta de produção de obras originais e afetar o modo como se expressão.

Dito isso, também é visível a dificuldade dos brasileiros artistas em conseguir recursos de qualidade por conta dos altos custos, já que, segundo a ONG Favela é Isso Aí, essa é umas das principais barreiras que impedem produções artísticas de serem feitas. Junto a isso a desvalorização das obras que muitas das vezes são precificadas por terceiros, que diminuem o trabalho artístico, a fim de pagar menos por elas. E há a popularização das IA’s que se tornaram uma alternativa para conseguir “obras” sem custos.

Portanto, cabe aos Ministérios da Cultura, Ciências Tecnologia e Informação, Educação e ao Governo Federal, a criação de programas que viabilizem os meios de conseguir recursos para fins artísticos, por meio de bolsas. Uma regularização para as IA’s, que proíba o uso indevido de obras de outros artistas para treiná-las. E campanhas publicitarias que incentivem a arte como um todo, a fazer, comprar e valorizar.