Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 06/05/2018

Antes do Golpe de 1964, artistas buscavam o apoio do governo para levar o público aos palcos, depois dele, a censura queimou livros, guardou exemplares e desestimulou as publicações. Eventualmente, há um repúdio em uma grande parcela da sociedade gerando um certo preconceito sobre a produção artística. De modo que a falta de um intendimento objetivo sobre o conceito de arte e a construção de um conhecimento de valor na formação do sujeito, mostra o grave problema social a ser combatido.

Em primeira análise, há um déficit de aprendizado nas bases escolares brasileiras sobre arte, sendo um empecilho na compreensão e refletindo na desvalorização. O filosofo Sócrates ao expressar a frase “só sei que nada sei”, evidencia que o indivíduo deve está disposto ao desejo de conhecimento. Uma vez que, a contribuição que o ensino traz à aprendizagem, entre eles, o desenvolvimento da capacidade de interpretação torna-se algo indispensável para progredir no contexto da sociedade. Assim, é incoerente que o dever do estado é fomentar ao indivíduo o sentimento possível de aprender e adotar uma maneira de viver afirmada por Sócrates.

Além do mais, quando não se tem uma valorização, a produção não avança, tornando-se algo dispensável para um cidadão, principalmente, os hierarquicamente inferiores. A Lei Rouanet, é hoje um dos principais mecanismos de incentivo à Cultura do Brasil. Ademais, tem-se sucessos importantes, mas também recebe críticas, por exemplo, um levantamento da BBC revela que o eixo Rio-SP concentra a maior parte dos projetos aprovados e dos valores recebidos, sobrando pouco para manifestações culturais regionais. Dessa forma, enquanto houver projetos que deixam de ser desenvolvidos por pouca transparência nos critérios de aprovação, a lei não provara a sua essencialidade.

Portanto, faz-se necessário que medidas eficazes amenizem esse empecilho que aflige tantos profissionais. Assim, o Ministério da Educação deve tornar o conhecimento das artes importante para um desenvolvimento do aluno como indivíduo da sociedade, a inserção da matéria que englobe todas expressões artísticas na grade curricular comum dos ensinos fundamental e médio e com contratações de professores especialistas. A fim de destinar uma linguagem prestacional a educação intelectual tornando possível o desenvolvimento integral da inteligência, assim impossibilitando uma nova vigência do Al-5.