Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 06/05/2018
“Em um mundo onde existe uma riqueza de informação, existe frequentemente uma pobreza de atenção.” A máxima do político Ken Mehlman ilustra o contexto hodierno brasileiro, no qual, apesar dos mecanismos de informações existentes, que revelam a busca pelo fim da marginalização da produção artística, a censura à liberdade de expressão ainda se faz presente, em proporções cada vez maiores. Desse modo, evidenciam-se as políticas públicas ineficientes, bem como as dificuldades de se combater o preconceito. Destarte, é imprescindível que o Estado reformule as medidas adotadas, através de programas municipais, visando uma maior liberdade cultural pela sociedade.
A priori, as medidas de incentivo à cultura e ao lazer são cada vez mais escassos. Nessa perspectiva, a atenção dada ao Governo é praticamente nula, por priorizar outras áreas sociais, colocando o cinema, o teatro, o grafite nacional e etc em “segundo plano”, a exemplo da redução cada vez mais crescente das verbas destinadas a Lei Rouanet, que objetiva o incentivo a essas praticas. Em face dessa conjuntura, tem-se cada vez mais reduzidos as produções nacionais como filmes e festivais pela dificuldade de investimentos governamentais comprometendo, assim, áreas como o do lazer, devido os poucos atrativos oferecidos pelo Estado a população.
A posteriori, a desvalorização dos setores ligados a arte é ainda um agravante da situação. Haja vista que projetos como o “São Paulo Cidade Linda” acabaram comprometendo o grafite da cidade, que tiveram vários murais apagados por ser considerados uma ofensa ao município ou por serem uma tentativa de “embelezamento” da mesma. Em decorrência disso, observa-se uma censura por parte das autoridades com os artistas, já que os painéis urbanos é sua forma de mostrar o descontentamento com a situação politica do país, medida adotada por não encontrarem outro meio de chamar a atenção da população em geral para causas sociais que a tempos são negligenciadas pelo políticos.
Dado o exposto, fica evidente a iminência em cessar a problemática. Assim sendo, o Estado deve assegurar a melhoria das políticas públicas relacionadas a produção artística, por intermédio de parceria com empresas privadas, criando acordos para a promoção de maiores investimentos no setor, além de estimular uma maior participação da população, com o objetivo de promover eventos que levem mais lazer e diversão a todos. Paralelamente, as Universidades que ofertam cursos nas áreas artísticas, em parceria com o Governo, podem desenvolver ações que como espetáculos teatrais e oficinas de pinturas buscando incentivar cada vez mais pessoas a demonstrarem sua opinião através da arte, por meio de campanhas governamentais contínuas, mobilizações, com o fito de atingir o bem-estar coletivo.