Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 06/05/2018
Durante o governo de Getúlio Vargas, entre 1930 e 1945, foi criado o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional visando à preservação da cultura material e imaterial. Entretanto, na contemporaneidade, a produção artística enfrenta diversos desafios, muitas vezes pela desvalorização da produção nacional ou pela falta de incentivo governamental para desenvolvimento artístico.
É importante destacar que, apesar da Lei Rouanet existir, a falta de apoio é nítida pois socialmente ser artista muitas vezes é considerado “hobbie” e não profissão. E, através dessa desvalorização, a instabilidade na carreira se torna inerente, dificuldade de realização profissional, reconhecimento e preconceito estão entre os motivos.
Cabe ressaltar também as polêmicas existentes em torno da arte torna a carreira ainda mais difícil. Como o ocorrido na exposição patrocinada pelo Santander, foi acusada por conter zoofilia, ofensas a fé cristã e imagens sexualizadas e a exposição do MAM foi acusada de pedofilia e o Movimento Brasil Livre argumentava que o dinheiro público foi usado. Entretanto esses desconsideram que representar não significa enaltecer o ato, pode inclusive ser uma denúncia. Como ocorre na obra de René Magritte “Isso não é um cachimbo” quis dizer que a representação não é o objeto.
Urge portanto, medidas para enaltecer a profissão artística. Cabe ao Ministério da Cultura liberar verbas para diversas instituições com diferentes tipos de arte,para que a sociedade possa ver todos os tipos de manifestações culturais, sem julgamentos estéticos ou morais com o objeto informativo, em todas essas exposições deve-se recomendar a classificação etária para que o público saiba a idade apropriada, e cabe a sociedade entender que o artista não tem obrigação de agradar todo e qualquer público, e sim mostrar sua arte. Só assim poder-se-á valorizar o Instituto criado por Getulio Vargas.