Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 08/05/2018
No livro “preconceito linguístico: o que é, como se faz?”, o linguista Marcos Bagno critica as ideias fascistas e infere que sempre há - ainda que em minoria - quem se preste a dar continuidade ao lúgubre projeto contra a democratização social. De semelhante modo ao autor, o mundo das artes resiste/persiste à tentativa de retrocesso e opressão apregoado pela elite política brasileira.
As expressões artísticas surgiram no primeiro período “pré-histórico”, o paleolítico, conhecidas como pinturas rupestres. Hoje, apesar de nomeada como grafite ou pichação a arte de pintar muros ou espaços públicos, permanece com função semelhante: externar sentimentos, revelando o cotidiano muitas vezes encoberto. Todavia, percebe-se o preconceito, mais acentuado que outrora, frente essas manifestações, sobretudo vindo de quem labuta em clamar o famoso “cálice” da melodia de Chico Buarque.
Outrossim, enquanto a população é distraída com futilidades, projetos como o Gafitódromo - lugar “adequado” para produção de grafites - ganham espaço e remota a clássica política do pão e circo. Atrelado a isso, disciplinas como artes e sociologia acabam sendo soterradas, em conjuntura ao pensamento crítico.
Fica evidente, portanto, o desejo dos órgãos públicos em oprimir a opinião expressa na produção de arte no Brasil, sendo necessário medidas que combata o impasse. Para isso, a participação do povo nas ruas, manifestando seus direitos e opiniões foi/é primordial. Em seguida, a mídia - precursora de informação - é responsável por polemizar a questão dos grafiteiros, como também, enfatizar a importância das disciplinas que formam o cidadão, na grade estudantil, através de divulgações virtuais no “facebook”, jornais; financiadas por parcerias, afim de alcançar públicos diversos. Dessa forma, será possível combater as ideias fascistas, repudiando o “cálice” da democracia.