Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 18/05/2018

Entre os séculos XIV e XVI, com o renascimento cultural, a arte humanista foi vorazmente oprimida por ideológicos teocêntricos, os quais usaram da tortura para a repressão. De modo análogo, a arte no Brasil continua a sofrer com barreiras conservadoristas e de censura, as quais atuam contra a liberdade de expressão e a democracia.

A arte, em primeiro plano, apresenta-se como forte mecanismo para a representação social. Ao reforço de tal ideia encontra-se o posicionamento do filósofo Maurice Merleau-Ponty, que defende a necessidade do rompimento com a aceitação habitual ao mundo. Desta forma, as formas de expressão da arte atuam de forma crítica ao relatar problemas sociais, indo ao encontro do “rompimento” pregado por Ponty. Exemplo disso encontra-se nas “artes de rua”, como o grafite, que se classificam como reflexo da sociedade, além de delegar situações como a desigualdade social e a repressão de minorias.

Entretanto, a censura e ações conservadoristas, que acabam estando diretamente ligadas, inibem a representatividade proporcionada pela arte. Prova disso encontra-se nas atitudes conservadoristas tomadas por parte do congresso nacional ao censurar o “Queermuseu”, o que marginalizou grupos representados pela exposição. O Brasil encontra não somente barreiras ideológicas, mas também sociais. Isto é, as produções artísticas acabam sendo voltadas somente ao que determinado grupo detentor de poderes políticos apoiam, enquanto as que apresentam-se contrárias são alvos de repressão.

Desta forma, é necessário que a representatividade pela arte proporcionada não seja censurada, garantindo voz aos grupos marginalizados. Para isso é necessário que o Ministério e as Secretárias de Cultura ministrem estudos sobre a importância da arte, alertando a população, além de defender o direito à liberdade de expressão através de posicionamentos públicos. A censura deve ser censurada e a democracia garantida.