Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 03/08/2018
Em 1922, durante uma semana, ocorreu em São Paulo a Semana de Arte Moderna, um evento rico em produções artísticas como pinturas e poesias, o qual valorizava a cultura brasileira. Tendo em vista que, até então, a sociedade brasileira era massificada com obras europeias que formavam a cultura nacional, o evento foi fundamental para a corroboração do sentimento nacionalista. No entanto, é valido mencionar a atual indiferença com que o governo trata a arte, cessando investimentos na área que mais cresce no Brasil.
No século XV, durante as grandes navegações de Portugal, o território brasileiro foi descoberto e tornou-se uma colônia de exploração. Durante esse processo, a população indígena que ocupava o Brasil sofreu uma repressiva aculturação e introdução de costumes europeus, que por sua vez, se mantiveram até séculos seguintes. Nesse sentido, é válido mencionar a heterogeneidade da cultura brasileira, que teve sua genuinidade indígena corrompida, e sofre influências externas até a atualidade.
Embora a cultura brasileira seja rica e diversificada, a escassez de investimentos torna a arte um composto étnico desvalorizado, ora pela população, ora pelo próprio Governo. Hodiernamente, artistas brasileiros sofrem com a falta de recursos monetários para continuarem a produzir arte. Tal negligência governamental desencadeia uma cultura pobre e uma população alienada e sem perspectiva do futuro. Nesse sentido, predomina no mercado artístico, produções financiadas pela iniciativa privada, erradicando com a possibilidade do acesso da massa brasileira.
Por conseguinte, a problemática do acesso à arte restrito a indivíduos com poder aquisitivo alto deve ser solucionada rapidamente. Nesse sentido, para resolver tal dificuldade, é importante que o Ministério da Cultura e da Educação direcione recursos financeiros para o setor artístico, afim de tornar difundido a todas as classes sociais o acesso a arte.