Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 25/08/2018

Há empecilhos na produção artística brasileira desde meados do século XX. Em 1922, a Semana de Arte Moderna causou indignação à elite paulista, pois as obras não seguiam os padrões clássicos. Atualmente, a estética clássica e conservadora continua concentrada na sociedade, provocando repulsa para com produções contemporâneas, como é o caso da arte urbana. Nesse contexto, percebe-se que esse tipo de arte é a denúncia da desigualdade social tão evidente no Brasil.

Em primeiro lugar, observa-se que os artistas modernistas foram vítimas do conservadorismo, hoje, as principais vítimas são os artistas de rua. Um exemplo que ocorreu em 2017, foi a atitude do ex-prefeito de São Paulo, Doria, ao retirar maior parte dos grafites e pichações da cidade, conforme o site “G1”. Dessa forma, nota-se que a ação foi incentivada pela intolerância cultural, a qual considera arte apenas as obras de galerias e locais de elite.

Em segundo lugar, analisa-se que a arte urbana é um “museu a céu aberto”, porque as produções estão por toda a cidade sem custos ao observador. Essas composições são o pensamento de uma parcela social excluída, vítima da desigualdade e do ódio frequente, sendo criminalizada por expressar sua opinião. Assim, uma mudança na educação é de fundamental importância para formar cidadãos tolerantes.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o problema. Cabe ao Ministério da Educação levar a arte contemporânea às escolas, por meio de aulas de campo obrigatórias nas disciplinas de arte e história, além de propor palestras mensais com artistas de rua, nas escolas. Tal proposta tem como objetivo o respeito em relação às novas produções. Paralelo a essa medida, é fundamental que o Ministério da Cultura crie campanhas midiáticas por meio de verbas governamentais, afim de conscientizar a todos.