Os desafios da produção artística no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Em 1922, o Modernismo principiou-se ao meio da Semana da Arte Moderna, a qual trouxe criação da identidade brasileira, de modo que compreende-se arte como uma atividade humana ligada à manifestação de ordem estética, com o objetivo de estimular um interesse de consciência nos expectadores. Sendo assim, no território brasileiro, observa-se o sucateamento cultural, em se tratando do trabalho artístico como empreendedorismo. Haja vista que a negligência governamental em concórdia com o engajamento cultural são fatores que assolam a sociedade brasileira em curso inefável.
É errôneo afirmar que a opressão administrativa do setor público em relação à arte, seja algo exclusivo da contemporaneidade. Visto que, desde a Ditadura Militar brasileira, analisa-se a radicalização das medidas repressivas, em relação a expressão censurou todas as formas de manifestações, a restringir todas as formas de expressão artística e cultural, retratando o descaso governamental. De tal maneira que, na modernice, tal fator é evidenciado, segundo a revista “Gazeta online”, o qual publicou a aprovação do ex-presidente Temer em 2017, em Medida Provisória, da retirada de artes, educação física, filosofia e sociologia da grade curricular do Ensino Médio.
Em contexto contemporâneo, a resistência pela produção cultural permeia os principais meios sociais no Brasil. Nesse sentido, tem-se no país uma luta da minoritária agravado pelos impasses de se alcançar por meio da expressão artística o sucesso no empreendedorismo. Contudo, o indivíduo ao intervir de forma positiva e com objetivo de alcançar pluralidade de sentidos e sensibilidade, criou-se grupos de rap, funk, grafite, hip-hop e artesãos manuais. Desse modo, pode-se citar que o artista brasileiro Kobra tem um painel que virou ponto turístico em Nova York, uma vez que grafiteiro também transfez lugares antes esquecidos de São Paulo em pontos turísticos, a exemplo do beco na Vila Madalena e o paredão Etnias no Rio de Janeiro.
Por conseguinte, o Ministério da Educacao e escolas, devem inconformar-se, bem como engajarem-se no ato de criar oficinas de teatro, dança e pintura. De tal maneira que, as autoridades do governo reúnam a fim organizar apresentações em ambientes públicos incentivando o trabalho de artistas brasileiros, sobretudo áqueles que possuem menos oportunidades, com o fito de atenuar o preconceito. De forma que não só a educação apoie esse proposição, mas também a Prefeitura financie os gastos públicos. Só assim, oportunidades de envolvimento em produção artística, serão maiores.