Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 16/10/2020

Ao final do século XX e início do século XXI, diversos fatores da sociedade começaram a ser abordados com mais frequência e naturalidade, um exemplo são as formas de intervenção urbana por meio do grafite, que até hoje sofre não só a falta de liberdade de expressão imposta pelos governos locais, mas também a falta de reconhecimento da população.

Antes de tudo, evidencia-se o modo que a produção artística periférica é descriminada no Brasil, e a dificuldade que estes produtores sofrem para transmitir a cultura para bairros e comunidades. Embora a cidade de São Paulo em específico possua  inúmeros artistas capazes de propagar a arte em muros e túneis, eles sofrem opressão e discriminação por parte de leis constitucionalistas empregadas em 1998, onde deixa explícito que a pichação é proibida, e o grafite é permitido apenas com autorização, sendo o ambiente de patrimônio público ou privado. Desta forma, tem-se um descumprimento do artigo XIX que estabelece que todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão.

Ademais, se tem nítido também a ausência de reconhecimento destes trabalhos por parte da sociedade, que marginalizou produções artísticas como o grafite e batalhas de rimas como algo supérfluo. Mediante a tal pensamento, diversos grupos sociais consideraram a ideia do Grafitódromo plausível e benéfica ao estado de São Paulo, após diversas artes serem apagadas pelo até então prefeito como parte do projeto que visava conter a forma de manifestação cultural. À vista disso, nota-se cada vez mais a falta de congratulação com os profissionais que se dispõem a fim de levar cultura.

Em resumo, constata-se como estes artistas sofrem preconceito por leis ultrapassadas e pela sociedade em geral. Com a finalidade de valorizar o patrimônio público e transmitir conhecimentos e vivências novas, cabe ao Ministério da Cultura viabilizar espaços para os artistas como muros em viadutos e túneis, com o objetivo de tornar a cidade mais colorida e também proporcionar uma nova vivência as crianças e adolescentes de comunidades, que podem ver na arte uma forma de inspiração.