Os desafios da produção artística no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Desde a chegada do rei João VI à colônia, o Brasil vive um forte processo de europeização. Como resultado, os movimentos literários, urbanos e musicais seguiram o modelo europeu. Recentemente, com americanos, sempre absorva o que os outros países fazem. No século 21, a criação artística brasileira ainda enfrenta o desafio da separação dos modelos urbanos e dos padrões globais estabelecidos.

Em uma primeira análise, é importante notar que muitos avanços foram feitos no preconceito contra a arte urbana. Isso fica óbvio quando notamos a existência de grafiteiros estrangeiros, como Gêmeos, mas há muito poucas exceções. Portanto, a grande maioria dos artistas das principais capitais brasileiras é eliminada da arte museológica. Além disso, casos como o de São Paulo, em que João Dória mandou “limpar” o “graffiti”, dificultaram ainda mais o desenvolvimento dessa cultura, sem falar que as paredes brancas são mais úteis para o graffiti. Portanto, é evidente a necessidade de lutar pelo patrimônio artístico urbano.

Além dessa questão social e cultural, há também o desafio de desafiar os padrões estéticos mantidos pela burguesia, que está fortemente envolvida no mundo da arte contemporânea. O problema, portanto, é que ele passou a criar um costume, que é o que Durkheim chama de fato social: por meio da coerção, tudo diferente do comum torna-se tabu. Portanto, a questão da segregação somada ao padrão burguês torna difícil para o país ter uma identidade nacional plena.

Para isso, o Ministério da Cultura e as ONGs devem agir. Esses protestos organizaram protestos contra a atitude do prefeito de São Paulo para que a arte da cidade não fosse obliterada, enquanto este promoveu intercâmbios culturais e diversas exposições de arte. Com isso, a hegemonia da burguesia foi gradualmente eliminada e os desafios da cena da arte contemporânea brasileira foram reduzidos.