Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 23/10/2025

Hebert Marcuse argumenta que a sociedade industrial transforma a natureza em um simples recurso a ser consumido, tal conjuntura é consolidada ao observar a relação entre o homem e o meio ambiente, já que existe uma intensa mercantilização do espaço natural e uma indiferença de sua vitalidade para a manutenção da vida na Terra. Nessa perspectiva, é imperativo traçar motivos que alavancam a problemática: negligência governamental e impunidade.

Em primeira análise, cabe destacar a inoperância estatal como propulsora do problema. Sob esse viés, é possível analisar esse desleixo ao observar o Acordo de Paris em 2015 - tratado internacional com objetivo de mitigar os efeitos das mudanças climáticas no mundo- , pois mesmo que foi criado um acordo de tamanha importância no setor ambiental, houve a saída do influente Estados Unidos, um grande marco negativo para a conquista da sustentabilidade no planeta, uma vez que deixa evidente como a indiferença e o ceticismo ainda existe nas nações capitalistas, o que enfraquece a cooperação global e incentiva outros países a reduzirem seus compromissos ambientais. Por conseguinte, essa negligência acaba gerando diversos impactos, como por exemplo a manutenção da exploração predatória de recursos naturais e a morte de grande parte da fauna e flora do mundo. Assim, enquanto houver ainda países indiferentes, o problema prevalecerá.

Ademais, vale ressaltar a ineficiência de leis nas relações geoambientais. Isso porque, na busca por agilidade em tarefas cotidianas, como a separação do lixo, muitos indivíduos optam por descartar resíduos de qualquer forma, ignorando as consequências ambientais dessas ações. Essa atitude reflete uma cultura de negligência que se perpetua devido à ineficiência das leis e à falta de punição adequada aos infratores. Sob essa ótica, a impunidade alimenta comportamentos irresponsáveis e fragiliza a relação do homem com o meio ambiente, visto que, como afirma Cícero, “o que leva o ser humano à falha é a esperança de impunidade”.Sob essa ótica, acaba alimentando um ciclo ruim e como consequência a manutenção das relações de indiferença com o meio ambiente. Logo, enquanto não houver punição para o crime ambiental, o ciclo se perpetuará.