Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 30/10/2018

A Constituição Federal de 1988, garante a todos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,o qual é essencial à qualidade de vida. No entanto, a intensa poluição do ar atmosférico evidência que a teoria legislativa não é constatada na realidade social.Nesse contexto, é necessário analisar os aspectos que contribuem para o quadro de desequilíbrio vigente,os quais estão ligados às  práticas econômicas e ao intenso uso de combustíveis poluentes.

A priori, a ausência de ética ambiental das instituições capitalistas, configura-se como fator determinante para a degradação ambiental. Exemplo disso é o parque industrial de Cubatão, o qual foi construído no início do século XX sem mecanismos básicos de contenção de emissões, o que provocou impactos maléficos na saúde da população, como nascimentos de crianças com malformações congênitas e atribuiu à cidade a alcunha de município mais poluído do mundo,no inicio da década de 1980, pela ONU. Assim, observa-se que a falta de responsabilidade por indústrias é uma ameaça não só ao meio ambiente,como à vida humana.

A posteriori, a utilização intensa de fontes energéticas de origem  fóssil,no Brasil, contribui de modo efetivo para  a devastação hodierna.Esse fato é resultado da combustão dos derivados do petróleo durante a geração de energia nos automóveis,os quais são grandes emissores de dióxido de enxofre,óxido de nitrogênio e gás carbônico gases, desencadeadores da chuva ácida. Ainda,conforme dados da Organização Iniciativa Verde cada veículo produz média de uma tonelada de dióxido decarbono mensalmente.

Portanto, para que a prerrogativa legal de 1988 seja uma realidade, é necessário que o Ministério do Meio Ambiente, promova a fiscalização permanente das emissões de poluentes pelas indústrias em todo território nacional,por meio da instalação de sensores a laser, a fim de detectar os níveis de gases acima do índice permitido e punir de modo exemplar os infratores da legislação, contribuindo para a construção de um ambiente ecologicamente equilibrado como previsto na Constituição.