Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 01/11/2018

“A ciência nunca resolve um problema sem criar outros 10”, essa assertiva, de Bernard Shaw, disseca e revela o intrínseco por detrás da sociedade consumista atual, haja visto que a manutenção dos costumes capitalistas faz , até hoje, o ecossistema brasileiro como principal refém. Por essa razão, faz-se necessário discutir como o hipercapitalismo e a negligência do poder público corroboram para uma relação mordaz entre o homem e o meio ambiente.

A priori, vale ressaltar que o hipercapitalismo Ocidental é um modelo pautado na desarmonia para com o meio ambiente nacional. Isso decorre do modelo econômico Brasileiro, pois, esse, baseia-se no agronegócio e nas industrias, atividades nas quais os sinônimos desmatamento, poluição e devastação não são considerados hiperbólicos. Ademais, a marca narcísica dessa lucratividade, é perceptível por meio de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que afirma o desmatamento de mais de 50% do bioma Cerrado e , também, a presença de apenas 12% da Mata atlântica original devido a busca incessante do lucro - orquestrada  pelos latifundiários e empresários não preocupados com o ecossistema. Por conseguinte, o “País Tropical”, “bonito por natureza”, musicalizado por Jorge Ben Jor, é explorado e esfacelado nas mãos do egocentrismo, no qual Arthur Schopenhauer afirma ser o motor do homem.

Outrossim, atrelado ao capitalismo, a negligência do poder público corrobora para as práticas não sustentáveis de produção. Isso é verídico,pois, no Governo, há uma presença marcante da bancada ruralista, cujos interesses não estão voltados à preservação do meio ambiente. Esse fato, é evidenciado pelo analista ambiental Rogério Rocco, no qual expõe a existência de inúmeros projetos que visam abolir o licenciamento ambiental a fim de cessar a criação de unidades de conservação, entre outros planos prejudiciais à natureza do território. Por consequência disso, grandes proprietários sentem-se impunes e legitimados a continuar desmatando em prol das atividades pecuaristas.

Urge,portanto, a necessidade do combate à exploração exacerbada dos recursos ambientais brasileiros. Para isso, cabe ao Poder Executivo propor, com o aval do Poder Legislativo, leis que visam a diminuição do uso anual dos recursos naturais por latifundiários, empresas e indústrias e  ,ademais, exigir o reflorestamento proporcional ao que fora desmatado durante esse período. Atrelado à isso, o Ministério do Meio Ambiente deve fiscalizar ,de forma periódica, se a lei em vigor estará sendo seguida pelo corpo do agronegócio, com o fito de aplicar multas e penalidades caso haja infração. Com essas medidas , a raça humana agirá racionalmente, segundo a ótica de Paul Green, no qual discorre que “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente”.