Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 02/02/2019

“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos, a célebre frase da filosofa judia Hannah Arendt evidencia a necessidade de mudança de postura no que tange aos desafios da relação entre homem e natureza. Tal situação é originada devido a duas causas principais: a desenfreada evolução urbana; e a pouca fiscalização de entidades competentes no que tange ao uso do meio ambiente. Com isso, é urgente a necessidade de parceria entre governo e sociedade para amortização da referida problemática.

Aos viés da Política Nacional de Trânsito, desenvolver o meio urbano de forma a preservar a natureza é uma meta. Nesse contexto, os desafios da relação entre homem e natureza, por ser um problema que está fortemente ligado ao desenfreado desenvolvimento urbano torna em países como o Brasil um desafio atingir metas como a caput citada; a exemplo, tem-se à Megalópole de São Paulo, a qual Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), sofre problemas de picos de poluição em decorrência do seu intenso fluxo veicular, o qual ocasiona sérias consequências como inversões térmicas. Dessa forma, criar medidas a fins de conter o crescimento urbano desenfreado, não só no Brasil, mas no mundo é relevante para a preservação da fauna e flora.

A posteriori, a insuficiente fiscalização de órgãos a respeito da utilização do meio ambiente, é um importante tópico fomentador desse problema. Essa conjuntura valida-se no fato de que, no Brasil, por exemplo, viveu-se a maior catástrofe  ecológica do país, e essa foi: o rompimento da barragem do município de Mariana, a qual causou perdas incalculáveis na natureza; e uma das principais causas desse desastre foi, além das irregularidades da empresa responsável, a falta de fiscalização regular por parte do Governo local. Assim, aumentar a rigidez no controle de uso no ecossistema é relevante.

Dado o exposto, a desenfreada evolução urbana, e a pouca fiscalização de entidades competentes ao uso da natureza, são, portanto, importantes vetores dessa problemática. Para desconstruir esse panorama, é imperativo que o Estado, em conjunto o Ministério das cidades criem programas como o florestamento de logradouros público, por meio de delegação a empresas especializadas, com fins de reduzir os impactos do desenvolvimento urbano nas cidades e melhorar a qualidade do ambiente; concomitantemente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, deve por meio de concurso contratar mais servidores destinados a fiscalizar o uso do ecossistema pelas empresas, e para tal usar os subsídios previstos na Constituição, com o fito de prevenir que mais desastres ocorram e se cuide melhor da natureza. Pois, assim, será mais fácil combater esse dilema.