Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/02/2019

Humanidade contra a humanidade

No conto ‘Era no Paraíso’ de Monteiro Lobato, vê-se a história da formação do homem, o qual era um macaco que, ao bater a cabeça, iniciou o desenvolvimento da inteligência, a qual, segundo Jeová, levaria o homem a desejar o poder, o que acarretaria a destruição do meio ambiente e da própria humanidade. Sobre isso, percebe-se que a contemporaneidade não se afasta da conclusão a que Jeová chegou. Atualmente, o homem é responsável pela maior parte dos desastres ambientais, os quais, normalmente, são causados pela falta de fiscalização e os baixos investimentos em fontes renováveis de energia.

Nesse viés, deve-se analisar a situação no Brasil, o qual possui um histórico de acidentes ambientais significativos. A falta de fiscalização presente no País o levou a uma série de incidentes, entre eles pode-se citar o rompimento da barragem de Mariana, em 2015, e a de Brumadinho, em 2019, os quais acarretaram sérios problemas na fauna, na flora e na população que circundavam os locais. Sobre isso, é importante ressaltar os efeitos causados aos moradores, os quais podem sofrer distúrbios psicológicos e epidemias, como a febre amarela e a leptospirose, segundo a Fiocruz. Alem disso, deve–se levar em conta a baixa fiscalização das áreas de preservação, as quais estão sendo desmatadas e queimadas como o intuito de aumentar as regiões destinadas a agropecuária. Porém, de acordo com o IBGE, não é levado em conta que esses acontecimentos são responsáveis pela emissão de 75% dos gases estufa do País.

Outrossim, nota-se a necessidade de maiores investimentos em fontes renováveis de energia, já que as energias fósseis são muito prejudiciais ao meio ambiente. Diante disso, pode-se exemplificar as desvantagens das fontes não renováveis com os incidentes envolvendo o derramamento de óleo na Baía da Guanabara, a qual levou a morte de plantas e animais no local, e a emissão de gases tóxicos pelo polo petroquímico do Vale da Morte, em Minas Gerais, o que acarretou a contaminação do ar, da água e do solo.

Dessa forma, vê-se a necessidade de uma maior fiscalização governamental das áreas de preservação e das construções, como as barragens, com a finalidade de evitar grandes impactos no ambiente. Ademais, como forma de amenizar a destruição ambiental, os responsáveis pelos estragos devem receber altas multas do Ibama e deve-se buscar um maior investimento em fontes alternativas de energia, por meio de uma colaboração entre o governo e ONGs que possuem projetos viáveis sobre o assunto.