Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 14/03/2019
Na animação Wall-E, do estúdio Pixar, a humanidade, em um futuro distante, degrada tanto a natureza que precisa se exilar no espaço. Infelizmente, é fato que, sendo a realidade atual pautada em interesses econômicos e consumistas, aumentaram os obstáculos para uma relação saudável entre o homem e o meio-ambiente, o que gera problemas para ambos os lados, como a poluição do ar, do solo e da água e a consequente diminuição da qualidade de vida em todo o mundo. Assim, esses graves problemas devem ser resolvidos.
É notório que a ótica capitalista, ampliada com a Primeira Revolução Industrial em 1789, interfere negativamente na relação homem-natureza. Isso porque, segundo ela, derrubar árvores, assorear mananciais ou extinguir espécies é obstáculo insuficiente para se produzir em larga escala e lucrar. Desse modo, percebe-se que os apelos mercadológico e financeiro prevalecem, não obstante a necessidade de preservar o meio ambiente. É por causa dessa lógica que importantes biomas brasileiros, a Mata Atlântica e o Cerrado, são considerados “pontos quentes” pela Organização das Nações Unidas, ou seja, elas já são áreas com porcentagem baixa de vegetação nativa restante e muitas espécies ameaçadas. Por outro lado, se a natureza tivesse seres como os Ents, poderosos e prontos para protegê-la, como realmente tem na obra O Senhor dos Anéis, de J.R.R.Tolkien, ela estaria muito menos devastada. No entanto, há um crescente descaso para com ela, o que se reverte em prejuízo para o próprio ser-humano. Para se ter ideia, já em 1952, a Inglaterra sofreu com a ação de um anticiclone que prendeu em baixas camadas de ar a fumaça tóxica das chaminés de milhares de residências e indústrias. Cerca de 12.000 pessoas morreram, não só por complicações respiratórias, mas também pelos vários acidentes causados pela baixa visibilidade. Embora tristes, casos assim só deixarão de ocorrer se os impactos na natureza forem revertidos.
Dessa maneira, é fundamental que o Poder Legislativo de cada país submeta as grandes empresas madeireiras, petrolíferas e de ramos afins a destinar parte de seus recursos em obras de despoluição de rios, de reflorestamento de matas e de descontaminação de solos, para reparar danos oriundos das atividades por elas praticadas. Ademais, é preciso que as mesmas empresas realizem ações educativas com escolas e comunidades, por meio de palestras e debates, a fim de estabelecer e ampliar a consciência ecológica coletiva e contribuir para que os desafios da harmonia entre o homem e a natureza sejam superados ao máximo.