Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 20/03/2019

O desenvolvimento econômico brasileiro deu-se através da monocultura. Nesse sistema latifundiário os lucros eram reinvestidos no mesmo setor, privilegiando uma pequena classe em detrimento da maioria. Dessa forma, a distribuição de renda permanece desigual, acarretando desequilíbrios socioeconômicos, bem como ambientais. Nesse contexto, investir na criação de negócios sustentáveis, bem como efetivar a fiscalização para evitar os desastres, são de grande importância para preservação.

Nesse panorama, a “Revolução verde” com inicio na década de 60, fortaleceu o agronegócio e a industrialização no campo, promovendo o uso extensivo de agrotóxicos, de sementes transgênicas, o empobrecimento do solo, bem como o êxodo rural. Definitivamente, o setor agropecuário é responsável pelas maiorias das commodities do Brasil, contudo é necessário que se desenvolva um agronegócio limpo e que promova a distribuição de renda de forma igualitária. Outrossim, o desenvolvimento sem devidos estudos, têm provocado fenômenos climáticos no chamado “Cinturão Verde” que desestabiliza o clima de todo o país.

Vale ressaltar, que situações como a transposição do rio são Francisco promoveu um desmatamento de uma grande extensão em quilômetros quadrados, declarados por meio de decreto presidencial, como de utilidade pública, para fins de desapropriação, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).  Ademais, essa situação não permitiu o acesso a água potável para os moradores, já que o deslocamento do rio promoveu um aluvião, tornando a mesma inapropriada para consumo, prejudicando não só a comunidade local, como a fauna e a flora.

Portanto, cumpre ao Governo Federal ampliar as leis de proteção ambiental, restringindo  uso de de agrotóxicos cancerígenos, a exemplo de países da Europa. Dessa maneira, poderá ocorrer uma maior proteção dos recursos naturais, bem como à preservação da vida. Assim também, investir em monitoramento recorrendo aos nativos, assim como o projeto Aldeias Vigilantes, com fito de proteger as reservas e o conhecimento autóctone. Além disso, o Governo por meio de Projeto de Lei pode estipular uma taxa de reinvestimento dos lucros da agropecuária, para empreendimentos da agroecologia, com intuito de propagar a educação ambiental e a sustentabilidade. .