Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 05/06/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura que é dever do Estado e dos cidadãos preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.No entanto,na conjuntura contemporânea, nota-se que essa prerrogativa não é totalmente efetiva na prática, em virtude da intensa exploração do ambiente terrestre pelo homem, a qual provoca um desequlíbrio ecológico.Nesse contexto, urge analisar como o consumismo exarcebado e a negligência estatal impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que o desequilíbrio ambiental está intrinsecamente relacionado ao consumismo exarcebado no âmbito social.Segundo o relatório Planeta Vivo,a população mundial já consome 30% a mais do que o planeta consegue repor.Nesse viés, tal panorama ocorre, sobretudo, devido às relações consumistas que permeiam na sociedade,as quais instigam os indivíduos a consumirem constantemente objetos fúteis e obsoletos.Diante disso,aumenta-se a demanda por matéria-prima e,concomitantemente, a exploração do meio ambiente,visto que as ações de reciclagem ainda são mínimas, o que faz com que necessite cada vez mais de recursos naturais.Por conseguinte,esse cenário favorece a degradação exponencial do meio ambiente.

Outrossim, vale salientar a ineficácia das políticas públicas  na promoção de um desenvolvimento sustentável.De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Sustentável de 2020, o Brasil ocupa a posição 53 no ranking de 166 países.Nessa perspectiva,a falta de incentivo do governo em promover nas urbes conscientização em massa corrobora para um grande acumúlo de lixo e,consequentemente, crescimento de lixões a céu aberto.Desse modo,a ínfima iniciativa do Estado em estimular a sustentabilidade na esfera social propicia o aumento da exploração do meio ambiente, haja vista que o hodierno governo prioriza os interesses capitalistas em detrimento da sustentabilidade.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para minimizar os conflitos entre o homem e o meio ambiente.Logo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente - órgão do Estado responsável pelas políticas nacionais de desenvolvimento sustentável - em parceria com as escolas, promover palestras e atividades lúdicas, desde as séries iniciais, as quais elucidem aos discentes sobre a importância dos hábitos de consumo moderados e sustentáveis, uma vez que tais ações têm imenso poder transformador.Isso deve ser feito por meio de profissionais capacitados na área,como ambientalistas,a fim de fomentar a conscientização para ações coletivas sustetáveis.