Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 22/05/2019

Chuva ácida. Efeito estufa. Desmatamento. Eutrofização. Poluição. Esses são os principais impactos da relação entre o homem e o meio ambiente, contato que, durante séculos, foi permeada pelo descaso e, muitas vezes, pela ignorância. No entanto, a sociedade atual sabe sobre as consequências dos seus atos e cabe a ela trabalhar para reverter os principais desafios que consistem em superar o consumismo e descartar de forma correta os resíduos da produção.

Em primeiro lugar, é inexorável afirmar que a superação do consumo em massa constitui um dos principais desafios da conciliação entre o homem e a natureza. De acordo com o filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno, o consumidor não é soberano, como a indústria cultural quer fazer crer, não é o seu sujeito, mas o objeto. Dessa forma, é perceptível que a criação da cultura do consumo é a grande responsável por esse desafio, cultura que aumenta a produção e com isso a demanda por recursos naturais que, por sua vez, quando extraídos de forma inescrupulosa atuam como vetores para o desmatamento e toda a degradação que coloca a vida na terra em risco.

Ademais, não é só a extração dos recursos que pode representar um problema para o crescimento sustentável, mas também, a forma pela qual os resíduos são descartados. Assim, a eliminação inapropriada dos dejetos pode causar a bioacumulação de metais pesados nos seres vivos, eutrofização de ecossistemas e a poluição do solo e do ar. Destarte, é de suma importância que os métodos de reciclagem e reaproveitamento sejam empregados, tanto para diminuir a poluição quanto para atenuar a pressão exercida pela cadeia produtiva.

Torna-se evidente, portanto, que para superar os desafios do consumismo e do descarte ineficiente, medidas devem ser tomadas. Antes de tudo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente definir os paradigmas da conduta entre o homem e natureza e reforçar a fiscalização com o reaparelhamento do IBAMA, isso seria útil para diminuir a poluição e as irregularidades. Ademais, cabe às Universidades trabalharem no desenvolvimento de tecnologias que possam ser usadas tanto na fiscalização quanto no reaproveitamento de substancias. Além disso, é crucial que a mídia engajada combata o ideal consumista com propagandas e ficções engajadas. Essas medidas, em conjunto, vão diminuir o consumo e os danos à natureza.