Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 22/05/2019

O documentário “Extermínio do Marfim” da Netflix, relata a entrada do elefante africano à lista de animais com risco de extinção. Tal fato, deve-se ao comércio ilegal em que milhares de elefantes são mortos, para que seus chifres tornem-se artigos de luxo na China. Nesse ínterim, ilustra-se a desarmônica relação entre o homem e o meio ambiente, visto que esse animal está perdendo seu lugar no mundo em prol da extravagância humana. Com a finalidade de alterar este cenário, deve-se discutir sobre o capitalismo e a falha estatal.

A priori, o capitalismo é um fator relevante para maior exegese do tema. Este é um sistema sócio-político-econômico que tem como objetivo principal lograr e angariar lucros. A partir disso, inúmeros recursos naturais são extraídos da natureza, a fim de suprir as necessidades e caprichos humanos, um exemplo, é a devastação da Amazônia. A expansão do agronegócio na maior floresta tropical do mundo, é responsável pelo desmatamento e a emissão de  gás metano, tal atitude prejudica a biodiversidade e intensifica o aquecimento global, o que prejudica a vida cívil e selvagem. Portanto, o capitalismo propícia o desequílibrio entre a civilização e o meio.

Outrossim, é de suma importância evidenciar a falha estatal como agente problematizador do assunto. Apesar de garantido pela Constituição Federal Brasileira de 1988, o direito ao meio ambiente ecologicamente equilíbrado, e a proteção deste pelo poder público, o ocorrido em Mariana no estado de Minas Gerais, evidencia a ineficácia do governo perante assuntos de cunho ambiental. No ano de 2015, a  empresa Samarco não fez a manutenção de uma barragem e ela se rompeu, destruindo vilas, casas e a heterogeinidade biológica. Visto que a empresa saiu impune, deve-se rever a postura do Governo perante o ocorrido, só assim a estabilidade entre os seres humanos e o meio natural será alcançada.

À luz do exposto, a relação entre a humanidade e o ecossistema está em completa desarmonia. Para ajudar a reorganizá-los, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o IBAMA elabore e implemente políticas públicas sustentáveis, para que a interação entre aqueles seja harmoniosa. Além disso, o Governo Federal deve invistir em fiscalizações regulares às áreas de reserva, contratação de funcionários, uso de tecnologia para mapeamento (como drones e satélites) unidos com uma multa e suspensão de atividades das empresas, empregadas pelo poder Judiciário, cumprindo o artigo constitucional.