Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/06/2019

Promulgada em 1988, a Constituição Federal do Brasil garante que todo cidadão deve ter direito a um meio ambiente equilibrado, essencial à qualidade de vida. Todavia, a relação destrutiva do homem em relação à natureza, aliada à crescente onda consumista, impossibilita que grande parcela da  população desfrute desse direito na prática. Assim, convém analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para esse problema.

É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas deste descaso, haja vista que catástrofes como o rompimento da barragem de Brumadinho-MG continuam a ocorrer atualmente. Neste sentido, nota-se que este e tantos outros desastres se dão, em sua maioria, por negligência às normas de segurança que, por ausência de inspeção adequada, mantêm-se desta forma.

Da mesma maneira, evidencia-se o consumismo desenfreado como impulsionador da problemática. De acordo com a primeira lei de Newton, a Lei da Inércia,  a tendência dos corpos quando nenhuma força é exercida sobre eles, é permanecer em seu estado natural. Igualmente, desde o surgimento desta onda de produção e consumo acelerado, na Revolução Industrial do século XVIII, não ouve até os dias atuais algo capaz de coibir este descontrole que gera quantidades de lixo cada vez maiores todos os anos.

Por estas razões fica claro que o homem precisa mudar urgentemente seu modo de usufruir e zelar pela natureza que ainda resta. Primeiramente, o Ministério do Meio Ambiente deve intensificar as políticas de inspeção em empresas que estejam em estado crítico, oferecendo incentivos fiscais para evitar futuras tragédias. Ademais, o Estado aliado às mídias, deve instruir a população quanto a importância do consumo consciente através de novelas e programas televisivos, exemplificando que cada pequena ação trará benefícios capazes de levar a qualidade de vida idealizada na Constituição Federal à todos os cidadãos.