Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 26/06/2019

Émile Durkheim, sociólogo francês, afirmava que em uma solidariedade orgânica, para haver harmonia, cada parte do corpo social teria de cumprir sua função, a fim de que não ocorresse uma patologia social. Entretanto, percebe-se que essa tese não vem sendo cumprida, visto que a relação entre o homem e o meio ambiente está fragilizada. Isso ocorre uma vez que há não só a negligência estatal, mas também a deficiente atuação das famílias e escolas.

Em primeiro lugar, ressalta-se que a negligência do Estado corrobora significativamente acerca da persistência dos impactos ambientais. Essa realidade é constatada pelo crescimento desenfreado de empresas que, em busca do lucro e sem medo de punição, destroem o meio ambiente. Na Amazônia, por exemplo, por conta do agronegócio, milhares de hectares de terras são desmatados diariamente, acarretando em consequências gravíssimas, como a morte cem vezes mais das espécies do que média, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford. Nesse sentido, a ausência de fiscalização do poder público pode resultar em consequências irreversíveis não somente ao meio ambiente, mas também à humanidade, que depende diretamente da natureza para obter sobreviver.

Outrossim, é importante frisar que a baixa atuação das famílias e escolas também contribui para a relação desarmônica entre o indivíduo e o meio ambiente. Conforme o filósofo inglês John Locke, o ser humano nasce como uma folha em branco, sem conhecimento, e o adquire por meio da experiência. Nesse contexto, se desde cedo os indivíduos não forem ensinados no âmbito familiar e escolar a preservar o o meio em que vivem, os efeitos no futuro serão prejudiciais. Dessa forma, atos simples como reutilizar, reciclar e reaproveitar, já seriam fundamentais para a retomada do equilíbrio ambiental, demonstrando que pequenas atitudes, quando compartilhada por todos, produzem grandes resultados.

Evidencia-se, portanto, que medidas são necessárias para solucionar o impasse. Nesse viés, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o poder Legislativo e Executivo, aumentar a rigorosidade  não só da fiscalização, utilizando satélites e drones em áreas extensas, mas também a punição,a exemplo de multas, reflorestamento do meio desmatado e prisão aos donos das empresas, com o objetivo de tanto proteger o meio ambiente quanto salvar as espécies da extinção. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com as famílias, escolas e a mídia, mediante palestras nas comunidades, aulas, diálogo e propagandas esclarecedoras, sensibilizem os cidadãos a preservar o meio ambiente, com o intuito de que a relação harmônica homem-natureza seja perpetuada ao longo das gerações.