Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 13/07/2019
Apenas Teoria
À mercê do cenário desenvolvimentista do século XVIII, o movimento iluminista teorizou, como um pertinente legado, a necessidade da responsabilidade ambiental frente aos diversos avanços técnicos. No entanto, o atual contexto brasileiro, marcado por uma grande disseminação de artefatos materiais e residuais, demonstra a fragilidade da dupla sociedade civil e poder público em ministrar, de forma eficaz, a preservação ambiental no país — pondo em xeque premissas do século das luzes. É preciso, logo, a adoção de um olhar maior de enfrentamento a essa problemática.
Em primeiro plano, é relevante frisar que a construção de ideais cautelosos com a natureza não segue a mesma prioridade de tratamento ao ser comparado com o crescimento econômico e científico. Isso se evidencia, segundo o geógrafo Milton Santos, pela visível diferença de propriedades físico-químicas no espaço, a qual consoante ao crescimento avantajado de carros e outros equipamentos advindos de combustíveis fósseis, contribuem para efeitos severos à comunidade humana, fauna e flora, como o aumento da temperatura terrestre. Dessa forma, é paradoxal que ainda na atualidade o ramo produtivo e medidas profiláticas caminhem em sentidos opostos.
De outra parte, é visível que a deficiência no uso de mecanismos, os quais contribuam para o êxito ambiental, é reflexo de defasagens construtivistas dos indivíduos. Na prática, isso é observado pela função apelativa usada na mídia, como o ‘‘Jornal Nexo’’, o qual constatou, por meio de uma coluna informacional, que menos da metade das escolas municipais brasileiras abrigam disciplinas com enfoque no equilíbrio ambiental. Assim, torna-se explicável que a instabilidade no quadro educacional ocupa uma causa crucial na vulnerabilidade da natureza face ao homem e, logo, há necessidade de rearranjar os padrões existentes nessa área.
Impende, pois, a aplicação e intensificação de medidas, nas quais tenham como fim a conciliação da relação entre o homem e a natureza. Logo, compete ao Ministério da Educação implementar e enfatizar, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a intromissão de matérias e atividades lúdicas, como feiras de ciências frequentemente, as quais conciliem a emergência de preservar o meio ambiente junto à busca pela construção social adequada. Ademais, cabe ao mesmo órgão salientar, junto a tais atividades, a importância da busca coletiva por fontes de energia mais limpas, como a eólica e solar, com intuito de atenuar os impactos promulgados pelas matrizes poluentes. Por conseguinte, aplicação dessas condutas corroborariam para a criação de um meio social mais harmônico e que, assim, faria jus às teorias propostas pelo iluminismo.