Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 16/07/2019

Na animação norte-americana “A história das coisas”, relata o ritmo de produção estadunidense dos anos 2000 e como isso influencia na degradação ecológica. Nesse sentido, a narrativa foca no ciclo poluidor dos cidadãos e expõe os efeitos negativos que a industrialização tem provocado no país, dentre eles: contaminação atmosférica e escassez de recursos naturais. Fora da ficção, esse cenário de impactos ambientais causados pela ação humana também está presente no cotidiano brasileiro e tornou-se um problema governamental, visto que – seja pelo papel irracional do agronegócio, ora pela gestão irregular dos resíduos – promove a perda da biodiversidade e alterações climáticas.

Em princípio, cabe analisar a irracionalidade ambiental do agronegócio sob a visão do filósofo alemão Hans Jonas. Segundo o autor, o homem deve preocupar-se com os efeitos coletivos de suas ações e não apenas em consequências individuais. Analogamente, o atual setor agrícola contradiz esse pensamento ao visar somente seu contexto individual de ganhos econômicos, o qual torna-se negligente em ações de reflorestamento, uso controlado de recursos naturais e despoluição de nascentes hídricas. Por consequência, cada vez mais a produção agrícola impede a exploração racional da natureza, o que aumenta a contaminação de ecossistemas e provoca a destruição da biodiversidade.

Ademais, além do agronegócio, a gestão irregular do lixo também corrobora na problemática e convém ser contestada sob a perspectiva da filósofa alemã Hannah Arendt. Segundo a autora, a sociedade sustenta práticas deploráveis simplesmente por não analisar a repercussão desses atos. Dessa forma, boa parte da população brasileira, ao ignorar hábitos de coleta seletiva – como a separação de resíduos secos, úmidos e perigosos –, acaba por dificultar o papel das indústrias de reciclagem e impedir medidas que possam combater a degradação ambiental. Logo, observa-se uma estrutura social poluidora que promove o aumento de objetos tóxicos em lixões e aterros sanitários, os quais podem causar mudanças climáticas nessa região ao emitir gases contaminantes.

Diante disso, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas para contrapor os impactos ambientais. Para isso, ONGs Ecológicas, com apoio governamental, devem difundir esse assunto nas áreas agrícolas, de modo a orientar as empresas sobre práticas lucrativas de plantio e colheita, mas que também sejam ambientalmente preservacionistas. Dessa forma, será possível garantir o uso racional da natureza e diminuir a degradação feita nas regiões industriais. Além disso, a mídia digital, com postagens nas redes sociais, deve incentivar hábitos domésticos de coleta seletiva e divulgar postos ecológicos para reciclagem, a fim de construir uma educação ambiental no meio popular e inibir práticas poluidoras, assim como as cometidas na animação “A história das coisas”.