Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 19/07/2019
A Revolução Industrial ocorrida a partir do século XVIII mudou profundamente o modelo de consumo e produção existente até então. Com efeito, a mecanização exigiu uma retirada maior de insumos da natureza, bem como devolveu uma inédita quantidade de produtos para o mercado. No entanto, essa nova dinâmica trouxe sérios problemas para a convivência entre humanos e natureza.
Em princípio, por causa da produção de lixo. De acordo com a Organização das Nações Unidas a população humana produz cerca de 02 bilhões de toneladas de lixo por ano. De fato, esse número elevado de resíduos é o resultado de um padrão de consumo exacerbado e põe em risco espécies que equivocadamente entram em contato com eles, como a tartaruga marinha, por exemplo. Nesse sentido, o problema no descarte é que prevalece a nefasta lógica do capitalismo predatório no qual o resultado é mais importante que quaisquer consequências possíveis.
Além disso, o crescimento do sentimento individualista também influencia o problema. Isso porque - segundo Zygmunt Bauman - a sociedade vive num momento de liquidez, em que as relações sociais estão cada vez mais frágeis. Nessa lógica apresentada pelo filósofo o ambiente sofre na medida em que é visto como algo a ser explorado até a exaustão para o benefício individual, sem a mínima responsabilidade de preservar para as próximas gerações.
Urge, portanto, ações para mitigar os problemas da relação entre o homem e a natureza. Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, financie projetos educacionais nas escolas e universidades, através de ampla ação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas e debates entre especialistas, estudantes e a população. Nesta perspectiva, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das carências na relação homem e ambiente, e a convivência harmônica e ambos.