Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 23/07/2019

Revisitando o século XVIII

Inovações tecnológicas. Conforto humano. Degradação ambiental. Esse foi o reflexo causado pela Revolução Industrial à custa de uma exploração intensa dos recursos naturais. Mais do que isso, favoreceu a visão da capacidade humana de se sobrepor à natureza, e projetou as raízes do principal obstáculo para um desenvolvimento sustentável: o consumismo.

Em primeira instância, é notória a mudança associada ao conceito de progresso. Expansão em larga escala e de maneira acelerada. Essa foi a forma que, em meio ao Imperialismo, os países buscaram demonstrar sua superioridade econômica. Desse modo, mais do que uma sociedade marcada pelo consumo, os seres humanos se configuraram como a sociedade do descarte. Na qual a Terra, fonte de seus recursos primários, também se tornou seu fim último. Porém, com um descarte marcado pela falta de planejamento, irregular e altamente poluidor.

Ademais, países com dimensões continentais e elevada biodiversidade, como o Brasil, apresentam os impactos ambientais afetando a fauna e a flora, mas, ao mesmo tempo, passando despercebidos. Visto que, a vastidão de terras camufla sua ocorrência e dificulta a fiscalização. Somado a isso, evidencia-se a máxima de José Saramago que propõe a sociedade como quem posterga soluções em longo prazo. Logo, ações cujos danos demoram a ocorrer, são ignoradas e, consequentemente, acidentes ambientais desencadeados. Como é o caso do maior desastre ambiental do país, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido, principalmente, por negligência na manutenção e monitoramento.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas com o objetivo de reduzir tamanho descaso com a natureza. Desse modo, visando reduzir a ilegalidade e possíveis danos ambientais, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve, em curto prazo, aumentar a fiscalização e aplicar fielmente leis e multas mais severas. Além disso, o Governo Federal, por meio de campanhas em prol da preservação ambiental, conceda isenções fiscais às empresas que pratiquem produções sustentáveis e logísticas reversas. Para que assim, a população tome conhecimento e compreenda o valor do meio ambiente e, que se o consumismo e o descarte permanecerem dessa forma causarão a si próprios, o motivo de sua extinção.