Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 22/07/2019
A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, assegura aos cidadãos o direito de possuir um ‘‘meio ambiente ecologicamente equilibrado’’, cabendo tanto ao Estado quanto a coletividade atuarem na proteção e conservação para as futuras gerações. Apesar das leis vigentes atuarem na área socioambiental, é fato que o planeta terra, está sofrendo alterações prejudiciais, devido às ações antrópicas. Indubitavelmente, essa negligência está intrinsecamente ligada à exacerbada cultura agroextrativista e a carência de educação ambiental na sociedade.
Durante o século XVI, o escritor quinhentista Pero Vaz de Caminha, detalhava em suas cartas, a exuberância da mata atlântica brasileira, no entanto a ganância do capitalismo comercial, atrelado a falta de consciência ecológica dos colonizadores, provocou um grande desmatamento, devido a extração do pau-brasil e a cultura canavieira. Atualmente, no Brasil, a persistência da economia agroexportadora e a expansão da pecuária intensificam a emissão de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa, ocasionando no aumento da temperatura global. Nesse sentido, mudanças na legislação do Código Florestal Brasileiro se faz fundamental diante desses impasses.
Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 10 milhões de toneladas de plásticos chegam aos oceanos todos os anos. Certamente, esse problema é provocado pelo descartamento inadequado, realizado por pessoas que não são conscientizadas sobre os prejuízos que esses hábitos trazem na esfera socioambiental. Uma vez que, o descartamento é feito de forma irregular, ocorre o fenômeno de eutrofização dos rios e lagos e a lixiviação de resíduos que ocasionam na extinção de espécies marinhas e interferem nos processos biogeoquímicos, essenciais na manutenção da vida.
Portanto, é inegável que a biosfera está sendo intensamente prejudicada pelas ações humanas, guiadas por uma cultura ambientalmente prejudicial e sem consciência de conservar o meio ambiente. Logo, o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, em parceria com integrantes do Acordo de Paris, podem adotar políticas que criem unidades de conservação e parques ecológicos, que promovessem a geração de emprego e renda, além de investir em tecnologias que monitorem os espaços geográficos, por meio de satélites e criar leis mais eficazes no Código Florestal. Possivelmente dessa forma a esfera socioambiental seria mais sustentável e benéfica para o meio ambiente.