Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 04/08/2019
Promulgada em 1988, a Constituição cidadã garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, educação, bem como ao bem-estar social. Contudo, devido à crescente exploração e degradação do meio ambiente, uma pequena parcela da população, que reside sobretudo nos locais mais afetados e está sujeita a possíveis catástrofes ambientais, acaba por ter tais direitos negados na prática. Nessa perspectiva, é necessário que tais problemas sejam amenizados, a fim de formar uma sociedade mais desenvolvida.
Consoante o sociólogo alemão Raf Dahrender no livro ‘‘A lei e a ordem’’, a anomia social é uma condição em que as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam a validade. De maneira análoga, a anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que os principais biomas brasileiros tem sido utilizados com fins comerciais, o que resulta em uma grande devastação na fauna e flora destes ambientes, a qual faz com que haja modificações nos ciclos naturais da natureza, o que pode levar a mudanças na dinâmica do clima e a consequentes catástrofes ambientais.
Ademais, faz-se mister, ainda, citar a negligência da população e autoridades em relação ao tema como um dos principais problemas. Primeiramente, é pertinente afirmar que há um baixo interesse do Estado em realizar uma correta destinação do lixo, e consequentemente em diminuir a degradação do ambiente. Segundo dados do estadão, apenas 17% da população possui uma coleta seletiva a disposição. Tal problemática é atenuada, ainda, por ações bem comuns na sociedade brasileira, como por exemplo da prática desordenada de queimadas e do desmatamento em áreas urbanas.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de políticas públicas, criar comissões especiais com o objetivo de escolher novas áreas para a proteção ambiental, sobretudo nos biomas mais devastados, além de sancionar novas leis que punam de forma rigorosa aqueles violarem tais espaços, punindo com multas o ato de realizar queimadas ou devastar florestas em cidades e, ainda, utilizando-se do artifício de PPPs (Parceria Público-Privada), contratar empresas especializadas em realizar uma correta destinação do lixo, e usar os meios de comunicação de massa de formar a influenciar a denúncia de possíveis degradações do ambiente.