Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 07/08/2019
Desde os primórdios da humanidade, o homem encontra na natureza a resposta para os seus anseios biológicos e sociais, como alimentação e progresso, respectivamente. No entanto, essa relação entra em crise quando, desarmonicamente, a sua degradação é perpetuada causando risco na efetividade e duração à longo prazo de um dos maiores expoente da sustentação da vida no planeta: a natureza. Sem que tenham a noção dos riscos de sua atuação, a população é o principal ator na manutenção dessa realidade no Brasil e no mundo.
Primeiramente, é importante destacar que, em função de uma cultura consumista predominantemente homogênea em escala mundial, o meio ambiente é cada vez mais exposto à sua deterioração e esgotamento de recursos, consequência do apreço consumista contemporâneo. De acordo com o filósofo Hegel, a cultura impõe determinada visão de mundo, onde seus fins são impessoais e coletivos. De modo que, o cultivo e valorização do consumismo já postas em sociedade, liga-se intrinsecamente com a devastação ambiental, uma vez que para atender as demandas populacionais, há-se uma maior retirada de matéria-prima, destruição de áreas e maior exploração, a qual refuta ao equilíbrio ambiental.
Coexistente a isso, a falta de políticas públicas que trabalhem na conscientização populacional do problema supracitado agem na manutenção da questão em discussão. Conforme o conceito de ‘‘fato social’’, do sociólogo Émile Durkheim, a maneira de agir e pensar são reflexos de instrumentos sociais e culturais determinantes, a qual obriga o indivíduo a se adaptar às regras da sociedade. Seguindo essa linha de raciocínio, é possível observar que os valores e pensamentos são difundidos socialmente, e a sociedade moderna não está naturalizada com a consciência ambiental, pois esta pouco é difundida no meio. Logo, as práticas insustentáveis estão se tornando inerentes ao homem, naturalizadas, e transpassadas de pessoa a pessoa, edificando assim, o risco de não vida em um futuro próximo.
Infere-se, portanto, a grandiosidade dos desafios de uma conscientização ambiental. À vista disso, é de suma importância que haja uma mudança nos padrões de consumo, dando-se maior atenção às necessidades básicas, por meio que a população faça uma maior inclusão da percepção ambiental no processo de tomada de decisões referentes ao consumo. O governo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, deve difundir maiores ideias sustentáveis, em princípio nas escolas, ambientes de trabalho e em agentes televisivos, em que por meio de palestras e eventos culturais de conscientização indivíduo-ambiente, forcem práticas simples e importantes de consumo sustentável, incentivando a importância do seu comprometimento em preservar a natureza para as gerações futuras, a fim que, assim, essa possua seu equilíbrio restaurado, edificado e mais íntegro.