Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 20/08/2019

Charles Darwin tem reconhecimento mundial pelos estudos que revolucionaram a ciência do século XlX. Em uma de suas expedições pelo Brasil, o naturalista inglês relatou que “satisfação” era um termo aquém do que sentia diante de um ecossistema tão particular. Contudo, na contemporaneidade, observa-se que a destruição do meio ambiente no país se torna um desafio para continuidade do pressuposto. Isso se deve, principalmente, pelo descaso governamental e, ainda, pela falta de conscientização da sociedade.

Em primeiro plano, verifica-se que a insuficiência de ações do Poder Público é causa evidente do problema. Um processo que começa historicamente, no Período Colonial, em meados do século XVl, no qual predominou a utilização da terra para exportação de matéria prima, com o objetivo de aprofundar o progresso econômico da metrópole, Portugal. Desse modo, constata-se, hodiernamente, a intensificação dessa exploração no território brasileiro, a media que a Política Nacional do Meio Ambiente- lei constitucional- não é efetivada eficientemente. Prova disso, o cerrado- bioma brasileiro- foi classificado como “hostpot”, ponto quente, que indica locais com a necessidade de conservação da fauna e flora, sob risco de extinção e estrago permanente.

Paralelo a essa dimensão política, quando o renomado filósofo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos da vida social de seus participantes, corrobora-se a necessidade de eixos como a consciência ecológica serem desenvolvidos no ensino básico. Porém, ao contrário dessa lógica, a prioridade do currículo básico brasileiro voltada frequentemente para o tecnicismo alienado agrava o problema, na medida em que, neste formato, deixa de formar indivíduos pensantes sobre o consumo adequado de recursos do ecossistema. Surge assim, um uso exagerado e negligente dos bens naturais pela população, que é simultaneamente agente e alvo das consequências desse problema.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a escola promova a formação de cidadãos que valorizem o meio ambiente, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando evidenciar a importância da boa relação do homem com a natureza. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Poder Público, deve fiscalizar e punir casos de destruição ambiental- por meio da ampliação de mutirões de fiscalização nas matas e através da criação de leis mais punitivas- a fim de corrigir e intimidar possíveis transgressores. Dessa maneira, o prazer de Darwin poderia deixar de ser simplesmente parte da história, e ser reconstruído da evolução da realidade nacional.