Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 27/08/2019
A Revolução Verde surgiu na 2ª metade do século XX com o objetivo inicial de resolver a questão do déficit alimentício no mundo. Entretanto, as práticas inseridas com o advento da Revolução são majoritariamente comandadas por interesses econômicos, que somados ao individualismo contemporâneo, fragilizaram a relação entre o homem e o meio ambiente. Logo, é necessário desenvolver medidas a fim de resgatar a harmonia socioambiental.
A priori, é possível apontar o capitalismo como principal impulsionador do problema. Isso ocorre porque a obtenção de lucro é priorizada em detrimento da natureza, a exemplo do Cerrado brasileiro -que já teve mais de metade da sua vegetação devastada para dar espaço à plantações de soja a fim de expandir o agronegócio-. Dessa forma, fica evidente a necessidade de conter o avanço capitalista para preservar o meio ambiente.
Além disso, as práticas individualistas presentes na contemporaneidade agravam a relação. Nesse cenário, Zygmunt Bauman aponta a fragilidade das relações sociais como característica dos tempos hodiernos, tendo em vista que os indivíduos abdicam da concepção de coletividade em prol de interesses próprios. Prova disso, é a quantidade de água desperdiçada por cada habitante no país, que supera em mais de 50% a quantidade diária recomendada pela ONU.
Portanto, é necessário combater as ameaças o equilíbrio socioambiental. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve fiscalizar as áreas ambientais por meio do videomonitoramento-realizado por drones-, a fim de conter a devastação em áreas que já são ameaçadas pelo agronegócio e permitir a recuperação do bioma. Ademais, o governo deve promover campanhas publicitárias- veiculadas nas redes sociais- que estimulem o uso sustentável dos recursos naturais(como a água) apresentando dados sobre o consumo que sirvam de alerta para a população, com o intuito de reduzir o desperdício e alcançar as quantidades recomendadas pela ONU.