Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 29/08/2019
Portugal, ao chegar ao Brasil, deparou-se com a abundância de pau-brasil presente nas terras nativas e enxergou na exploração da matéria prima um caminho para a obtenção de lucro. Para tal fim, a metrópole iniciou o processo de desmatamento da mata brasileira, o que ocasionou, a longo prazo, a escassez das árvores pré coloniais. Na contemporaneidade, o homem permanece degradando o meio no qual vive em vista do ganho monetário.
Em primeira análise, cabe dizer que a ganância financeira das grandes empresas é um dos fatores que corroboram para o desgaste ambiental; esse sentimento as leva à excessiva comercialização de recursos naturais - tais como a fauna e a flora - que são, posteriormente, adquiridos por uma sociedade consumista. Sob esse viés, Rosseau diz que o homem nasce livre, mas por todas as partes encontra-se preso. Nesse sentido, consoante ao pensamento do filósofo suíço, depreende-se que a exploração indevida de tais patrimônios é, a priori, sustentada pelo consumismo da população, a qual, por sua vez, é vítima do padrão de vida - majoritariamente capitalista - imposto pelas preditas instituições privadas, as quais o massificam nos meios de comunicação.
Como consequência desse ciclo exploratório, a natureza sofre com os impactos ambientais causados pelo mesmo. Mediante essa ótica, o filme “Wall-E” retrata a vida na Terra após a humanidade ter esgotado todos os bens ambientais dispostos antes do Planeta ser deteriorado pelo lixo. Assim como na animação, a casa dos seres humanos vivencia, hoje, ameaças à existência de sua biodiversidade; tais perigos destacam-se por queimadas, desmatamentos, caças ilegais e poluições fluvial e aérea. Dessa forma, o homem, despretensiosamente, deplora o meio ambiente, sem levar em conta, no entanto, que suas ações irracionais repercutirão em futuros problemas - físicos e econômicos - que afetarão o corpo social como um todo.
Destarte, visto que a má relação do homem com a natureza é um problema ainda vigente, urge, em primeira instância, que o Governo Federal, em ação conjunta com o Ministério de Meio Ambiente, empregue medidas protetivas que visem a preservação da natureza, por meio da fiscalização e apreensão - seguida de multas - de materiais oriundos da exploração ilegal, a fim de extinguir os maus tratos destinados ao meio natural. Ademais, é necessário, em segunda instância, que cada cidadão desenvolva uma consciência ecológica, por intermédio do consumo consciente e da reciclagem de materiais, a fim de minimizar os impactos ambientais com atitudes cotidianas. Desse modo, o comportamento exploratório de Portugal não mais será repetido por sucessões futuras, visto que todos entenderão a importância de se preservar as riquezas naturais.