Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 06/09/2019

Em 1969, a humanidade se viu fascinada com tamanha beleza expressa na primeira imagem da Terra vista do espaço, a fusão do azul e verde tocou o coração de todos. Nada obstante, o que se tem observado atualmente é uma sociedade que não visa manter tais fascínios. Nesse sentido, os desafios do revés, entre outros, são econômicos e sociais.

Mormente, cabe ressair a soberania de elementos econômicos. Em conformidade com o pai da química, Antoine Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Por analogia, o predominante sistema capitalista vigente, nada tem feito para defender ou melhorar o meio ambiente, todavia, tem aproveitado grande parcela de seus recursos transformando-os em mercadorias com fins lucrativos. Consequentemente, tamanha demanda exigida pelo mesmo sem que haja um protocooperação entre os envolvidos, poderá decorrer em problemas quiçá irreversíveis.

Outrossim, questões sociais também estão intrinsecamente ligadas à problemática. De acordo com a teoria existencialista do filósofo Sartre, o homem está condenado a ser livre, uma vez que é lançado ao mundo dotado de toda a responsabilidade de seus atos. Isto posto, a sociedade contemporânea se vê condenada devido seus atentados contra a natureza —desmatamentos, poluições, caças, entre outros—, por vezes cometidos de forma alienada. Em suma, apesar de o homem ser responsável por suas ações, é preciso culpabilizar igualmente os braços invisíveis da alienação em condutas aparentemente autônomas.

Depreende-se, portanto, que é mister impor medidas que visem proteger o meio ambiente. À vista disso, compete ao Poder Legislativo, criar limitações às intervenções do capitalismo perante a natureza, por meio de leis que visem propiciar medidas que, uma vez gastos, os recursos sejam restituídos. Ademais, uma parceria entre o Ministério da Saúde e o da Educação, poderia promover uma reflexão social, mediante aulas de sustentabilidade ambiental nas escolas, a fim de retirar a postura alienada dos sujeitos. Assim, observar-se-ia a conservação dos fascínios da Terra.