Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 11/09/2019
Antes do descobrimento do Brasil pelos portugueses, os nativos do país não controlavam, nem transformavam a natureza a favor da sua subsistência, na verdade viviam como parte integrante dela. Porém após a chegada dos primeiros europeus às terras brasileiras iniciou-se uma relação conflituosa entre o homem e o meio ambiente que perpetua-se até a atualidade, decorrente, principalmente, das ações inconscientes do tecido social e do descaso governamental. Dessa forma, cabe analisar tais desafios para compreender como afeta essa relação.
A priori, convém frisar a responsabilidade social no problema. De acordo com o sociólogo Karl Mark, para que houvesse a manutenção do sistema capitalista, construiu-se a ilusão de que a felicidade seria alcançada através das compras. Nessa perspectiva, o consumo e exploração demasiada dos recursos naturais cresce cada vez mais para sustentar essa estrutura. Porém não existe a preocupação referente ao processo de produção ou o descarte por parte de quem consome e produz. Desse modo, ocorre uma demanda de matéria prima maior do que a natureza pode oferecer sem sofrer danos, o que evidencia uma sociedade apesar de ter o dever de preserva o meio ambiente conforme prevê a Constituição Federal indiferente as questões ambientais.
Ademais, vale ressaltar a contribuição do poder público nessa conjuntura. Segundo o portal de notícias G1, em 2017, o então presidente, Michel Temer, assinou um decreto sobre a extinção da RENCA (Reserva Nacional de Cobre e associados) que permitia a exploração mineral em uma área rica em vários minérios com grandes reservas naturais e terras indígenas. Embora essa ação tenha sido revogada, tal fato é apenas um exemplo das inúmeras atitudes negligentes do Estado em relação ao meio ambiente. Diante dessas circunstâncias, torna-se inaceitável que um país signatário de conferências mundiais de defesa ambiental tenha condutas tão prejudiciais aos seus próprios ecossistemas.
Infere-se, portanto, a necessidade de medidas para amenizar esses fatores. Destarte, O Ministério da Fazenda deve fazer a cobrança de impostos anuais de empresas, instituições e cidadãos, de acordo com a produtividade de resíduos. Para que assim, por meio desse subsídio arrecadado, Organizações não Governamentais junto com a Mídia promovam reivindicações para o poder executivo de fiscalização da legislação ambiental, ações menos prejudiciais e o investimento em produções com recursos renováveis, com mobilizações e campanhas. Espera-se, com isso, incentivar o corpo social ao consumo e exploração consciente mediante a diminuição do lixo e inteirar o governo acerca de toda problemática para que o homem e o meio ambiente possam iniciar um processo de reconciliação.