Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 05/09/2019
Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar social. Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com os problemas do outro. A princípio, observa-se que o meio ambiente está sendo destruído por ações antrópicas. Após a Revolução, industrial a prática de degradação ambiental se intensificou cada vez mais para que houvesse funcionamento das atividades capitalistas. Diante disso, percebe-se a construção de um grave problema, visto que essa prática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país. Sob esse aspecto, convém analisar as causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido nas ações do homem, já que aproximadamente sete milhões de pessoas no mundo ainda morrem, anualmente, por causa da poluição. O dado é de um novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde, que mostra que nove em cada dez pessoas respiram ar contendo altos níveis de poluentes, isso acontece devido ao fato das pessoas estarem expostas em ambientes onde envolve poluição desde a produção de energia até às queimadas.
Faz-se mister, ainda, salientar que a sociedade não tem dado prioridade à preocupação ecológica. Isso ocorre devido ao desperdício de objetos de forma irregular que ocasionam problemas ao meio ambiente. De acordo com Zygmout Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas, econômicas é a característica da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Outrossim, destaca-se como impulsionar do problema é a sociedade capitalista, que os homens visam apenas o bem-estar. Segundo o filósofo Freinch Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Acerca, dessa lógica, é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essenciais.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de um mundo melhor. Dessa maneira, cabe ao Estado em parceria com a sociedade, políticas de aproveitamento do potencial energético do país, através de investimento e propagação de campanhas publicitárias de incentivos acerca da sustentabilidade, como também a criação da educação ambiental na grade curricular visando formar cidadãos capacitados com o sentimento de responsabilidade pelo meio ambiente, através de verbas governamentais. Assim, o desenvolvimento sustentável poderá ser viabilizado e, finalmente, o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel.