Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 06/09/2019

No artigo ‘’velha praga’’, publicado em 1918, Monteiro Lobato denuncia as queimadas praticadas pelos caboclos nômades na Serra Mantiqueira e os problemas decorrentes dessa prática herdada dos indígenas brasileiros. Analogamente, quase 100 anos depois, percebe-se que a persistência do hábito de atear fogo para preparar o terreno para atividades produtivas tem dado origem a problemas tantos econômicos quanto ambientais. Diante disso, as atividades antrópicas do homem persistem intrinsecamente ligadas à realidade de nosso país. Para isso, fazem-se necessárias medidas, com vistas a tornar o meio ambiente ecologicamente sustentável.

Em primeira instância, vale ressaltar que após a Revolução Industrial a prática de degradação ambiental se intensificou mais para que houvesse funcionamento das atividades capitalistas, provocando a exploração de recursos naturais. Segundo a ONU (Organização Nacional da União) a poluição causa cerca de 12,6 milhões de mortes por ano. Isso ocorre devido o aumento dos gases poluentes, provocado pelo crescimento das indústrias envolvendo desde a produção de energia, transportes, até as próprias queimadas. Contudo, esse contraste é refletido claramente no desequilíbrio ecológico, já que aproximadamente sete milhões de pessoas no mundo ainda morrem, anualmente, por causa da poluição conforme relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde.

Faz-se mister, ainda, salientar que a sociedade não tem dado prioridade à preocupação ecológica. Isso ocorre devido a exploração inadequada dos recursos da natureza. De acordo com Zygmout Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas, econômicas é a característica da ‘’modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Logo, todas as nossas relações individuais e coletivas em respeito ao meio ambiente provoca degradação na biosfera. Segundo o filósofo Freinch Hegel, o Estado deve proteger seus ‘’filhos’’. Entretanto, precisa interferir nas relações sociais que prejudicam na sustentabilidade do meio ambiente. Acerca, dessa lógica, é notório que tal cenário não deve persistir ações rápidas são essenciais.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de um mundo melhor. Dessa maneira, parceria com do Estado e a sociedade é necessária para que haja o aproveitamento do potencial energético do país, através de investimentos e propagação de campanhas publicitárias acerca da sustentabilidade, como também a criação da educação ambiental na grade curricular visando formar cidadãos capacitados com o sentimento de responsabilidade pelo meio ambiente. Assim, o desenvolvimento sustentável poderá ser viabilizado e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel.