Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 07/09/2019
A Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XVIII, foi marcada, principalmente, pela criação da máquina a vapor. A partir disso, novos equipamentos continuaram a surgir, o que acarretou, cada vez mais, a emissão de poluentes na natureza. Nesse contexto, há, atualmente, vários desafios para uma relação equilibrada das pessoas com o meio ambiente, uma vez que a sociedade é caracterizada pelo consumismo e existe o descaso das empresas.
É preciso considerar, antes de tudo, que a compra descontrolada de produtos é um problema para a natureza. À vista disso, Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, relata que a vontade é um desejo inerente aos indivíduos e incessável. Nessa direção, as pessoas não se satisfazem com as suas aquisições e, por esse motivo, submetem-se ao consumismo. Em virtude disso, a produção de lixo aumenta gradativamente, o que provoca a degradação do meio ambiente, pois muitos deles demoram anos para se decomporem. Soma-se a isso, o descarte incorreto desses resíduos, que são comumente lançados nas ruas e, consequentemente, são as causas, por exemplo, das enchentes, já que eles podem entupir os sistemas de drenagem da água.
Outrossim, a negligência das empresas é um fator que agrava a situação do meio ambiente. Um exemplo disso é o acontecimento de 2015, quando houve o rompimento da barragem de rejeitos de mineração em Mariana, no estado de Minas Gerais, o que desencadeou sérios problemas sociais e ambientais para essa região. Desse modo, percebe-se que o desejo excessivo pelo lucro implica a falta de cautela com os impactos que podem ser gerados na natureza. Diante disso, verifica-se, por exemplo, a constante emissão de gases estufa na atmosfera, o desmatamento exacerbado e as queimadas desnecessárias.
Dentro dessa conjuntura, depreende-se que é imperioso a necessidade de medidas para atenuar os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente. Destarte, o Ministério do Meio Ambiente deve garantir que haja a redução na produção de lixo. Para isso, ele poderia, por meio do oferecimento de isenções fiscais, incentivar as empresas a realizarem reciclagem, o que permitiria que os problemas advindos do consumismo fossem amenizados. Ademais, as firmas devem avaliar os impactos que serão gerados na natureza ao executarem os seus projetos, a fim de diminuí-los mediante estudos meticulosos. Por conseguinte, os imbróglios que surgiram após a Primeira Revolução Industrial seriam enfraquecidos, visto que as pessoas iriam viver de forma sustentável.