Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 20/09/2019

A partir da Segunda Revolução Industrial, no século XIX, ascendeu a concepção da necessidade de buscar o desenvolvimento em primeiro plano, exaltando no homem o que o faz negligenciar o futuro, para Maquiavel: a ganância.Nesse contexto, ocorre intensa exploração do meio ambiente, a fim de atender às necessidades dos avanços tecnológicos da sociedade industrial. Em consonância a tal conjuntura, a contemporaneidade abusa ainda mais do meio, sobrepondo, assim, o desejo insaciável de lucro à preservação ambiental. Desse modo, consequências acometem a sociedade, tanto pela veemente exploração da natureza, quanto pelo uso irresponsável de seus recursos.

Primeiramente, cabe analisar como ocorre essa exploração do meio ambiente, a qual visa o desenvolvimento econômico da sociedade. Nesse aspecto, movido pela ganância, o homem busca atender às exigências do modelo capitalista vigente, almejando o lucro sem preocupar-se com seus efeitos futuros. Sob essa ótica, nota-se segundo um relatório da ONU, disponibilizado pelo jornal O Globo, que a exploração de recursos naturais triplicou em 50 anos, principalmente os minerais, os quais são responsáveis por mais da metade do total de emissões de gases do efeito estufa. Ademais, estima-se que caso tal ritmo de exploração se mantenha, em até 2060 essas emissões de gases aumentarão em cerca de 43%, trazendo riscos ao sistema biótico, como o aumento das temperaturas medias. Portanto, medidas devem ser tomadas para evitar que essa estimativa se concretize.

Outrossim, é notório que o manejo irresponsável dos recursos naturais prejudica diretamente a sociedade.Nesse sentido, urge destacar o desastre ambiental ocorrido na região de Brumadinho em 2019, em função do descaso do homem com os cuidados no processo de exploração natural, o qual resultou no rompimento de uma barragem que liberou uma enorme quantidade de rejeitos de  lama. Essa calamidade, além de destruir grande parte da cobertura vegetal da região, deixou 225 mortos, segundo dados do jornal G1, afetando, assim, não só uma estrutura natural, mas também social.

Destarte, conclui-se que a ganância e o descuido do homem com o meio, afeta todo um conjunto estrutural. Portanto, é mister que o Estado, associado ao Ministério do Meio Ambiente, realize a formulação de leis que punam o individuo o qual, com descaso ao explorar a natureza, ponha a sociedade em risco, a fim de minimizar não só a exploração ambiental, mas também seus efeitos negativos. Ademais, é dever da escola conscientizar, desde a infância, os indivíduos a respeito da importância de preservar a natureza, por meio de aulas que expliquem as consequências positivas do feito. Desse modo, cria-se responsabilidade nas ações, mecanismo fundamental para a preservação da vida, segundo Hans Jonas, evitando-se, assim, novos desastres ambientais,beneficiando a sociedade.