Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 01/10/2019
De acordo com a tese do filósofo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem. Dentro dessa ótica, é possível inferir a imprescindibilidade de uma relação sustentável entre o ser humano e o meio ambiente, para que haja o equilíbrio ecológico. Entretanto, em nome do desenvolvimento econômico, a negligência em ações antrópicas sobre o planeta, ao longo da história e na contemporaneidade, tem causado sua deterioração. Portanto, torna-se evidente que esse convívio padece de urgentes desafios a serem solucionados, com o fim de alcançar essa estabilidade ambiental, benéfica para a Terra e para a espécie humana.
Em primeiro lugar, é indispensável analisar as intervenções do homem e suas consequências para o ambiente. Essas interferências, que ocorrem desde os primórdios da sociedade civil, quando a espécie Homo sapiens se tornou sedentária, foram fomentadas, de maneira substancial, após a primeira e segunda revoluções industriais, nos séculos XVIII e XIX. Nesse viés, é preciso expor que as máquinas possibilitadoras dessa transformação social era movidas, majoritariamente, pela combustão de combustíveis fósseis, o que gera, como resultado, gases extremamente poluentes e causadores do aquecimento global e de fenômenos graves, como acidificação de oceanos e poluição do ar. Dessa forma, é indubitável a necessidade do encontro de soluções para a reversão desse panorama.
Ademais, é fundamental ressaltar que essas mudanças climáticas, caso não sejam revertidas, podem gerar, a longo prazo, a extinção da vida humana. Esse fato foi confirmado por um relatório da Organização das Nações Unidas, em 2019, que expõe os efeitos do aquecimento planetário. Segundo esse documento, se não contida, essa elevação de temperatura ocasionará, nos próximos 80 anos, um aumento considerável na altura dos oceanos, o que poderá causar tsunamis e desaparecimentos de cidades litorâneas. Além disso, incêndios florestais, enchentes e grandes secas se tornarão mais frequentes e serão maximizados. Esses acontecimentos podem impedir a continuação da vida no planeta, o que corrobora a premência de um ponto de inflexão nesses dados.
Dessarte, para solucionar os supracitados desafios ambientais, urge a criação, pelo Ministério da Economia, de programas de incentivo à produção sustentável por parte das empresas, com o fim de reduzir os impactos da indústria sobre o meio. Essa iniciativa deve oferecer vantagens fiscais às companhias participantes e multas às que continuarem a poluir indiscriminadamente o ecossistema do país. Outrossim, cabe ao Governo Federal elaborar pedidos à ONU de um novo acordo climático, que vise mitigar, efetivamente as causas e efeitos desse desequilíbrio, visto que, para a resolução do quadro, é necessário uma ação global. Assim, haverá meios dessa problemática ser superada.