Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 10/10/2019

Promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança e ao bem estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto aos desafios da relação entre o homem e o meio ambiente. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da impunidade aos que infringi as leis ambientais, as consequências à saúde, e seus impactos sociais.

Em primeiro plano, é preciso se atentar com a ausência de punição aos que cometem a infração desrespeitando as leis ambientais e causam estragos irreparáveis, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência da insegurança coletiva, no que tange aos prejuízos causados e os choques a natureza, o que impede caminhos que levam à solução do problema.

Além disso, o elevado índice de destruição ao meio natural encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia, o que faz mal à saúde dos seres humanos. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós - modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Visto que, há como consequência à falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi os eminentes casos de destruição no habitat natural e ocasiona acréscimo aos casos de enfermidades nas espécies, e pelo excessivo aumento da poluição atmosférica, devido à falta de cuidado e preservação ao meio, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, o MEC – Ministério da Educação e Cultura, o Ministério da Saúde e do Meio Ambiente, devem ministrar palestras em escolas, para alunos nas instituições, e também para a comunidade, por meio de webs conferencia nas redes sociais dos ministérios e canais de comunicação, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre os impactos e consequências negativas que surgirão à própria vida e a de outros, se não mudar a maneira de agir com o meio ambiente, e assim atingir um público maior com estratégias de prevenção e ajuda as espécies afetadas. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois constatou Hannah Arendt “A pluralidade é a lei da Terra”, e só assim o futuro será preservado para as próximas gerações.