Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente
Enviada em 14/10/2019
Monteiro Lobato, escritor pré-modernista do século XX, foi um dos primeiros a se importar com a temática ambiental, abordou temas como as queimadas e a poluição. No seu conto Bucólica ele censura o fato das pessoas respirarem o “indecoroso gás feito de pó” quando existe o ar puro das florestas. Na contemporaneidade, o assunto ainda se faz presente, tendo em vista problemas como o aquecimento global, poluição e o excessivo consumo de recursos naturais. Diante disso, é necessário refletir em medidas que solucionem essa problemática, pois a resiliência da natureza está no limite. Convém ressaltar, a princípio, que a sociedade capitalista atual incentiva o gasto desenfreado. Esse contexto, consoante ao pensamento de Adorno e Horkheimer, é fruto da Indústria Cultural que promove a necessidade do consumo a fim de obter lucro máximo. É notável apresentar o COP – Ciclo de Obsolescência Programada, em que a vida útil do produto é encurtada propositalmente com o objetivo de garantir uma nova compra, de forma a gerar mais dividendos ao negócio. No entanto, esse fato é muito prejudicial para o meio ambiente pois favorece o desperdício e o uso de mais recursos naturais. Nessa conjuntura, é importante debater sobre o individualismo presente na sociedade e no homem contemporâneo. Como também, o conceito de alteridade que, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é a ausência da capacidade de se colocar no lugar de outrem e só se importar com seus lucros pessoais. Esse cenário, de egoísmo e benefício próprio infelizmente causa um impacto profundo no planeta e no meio ambiente, visto que perturba o equilíbrio da natureza e traz graves problemas para a geração futura.
Diante dos fatos supracitados, o Ministério de Minas e Energia, por intermédio de parcerias com os setores de tecnologia das Universidades deve investir em pesquisas que aprimorem o tempo de vida útil dos produtos e também forneçam opções sustentáveis. Essa iniciativa tem a finalidade de diminuir o desperdício e proteger a natureza. Além disso, o Ministério Público deve fiscalizar as leis ambientais de exploração e punir irregularidades, a partir da Ação Civil Pública, a fim de que as indústrias busquem alternativas mais amigáveis ao planeta. Assim, a efetividade de tais medidas irá contribuir para uma sociedade em que Monteiro Lobato orgulhar-se-ia de morar.