Os desafios da relação entre o homem e o meio ambiente

Enviada em 18/10/2019

Pero Vaz de Caminha, em sua carta endereçada ao Rei Dom Manuel, relata que as terras descobertas no novo mundo eram férteis e a riqueza natural inesgotável. Porém, a sociedade brasileira, aos poucos, degradou a maravilha anunciada de diversas formas, principalmente no que se refere ao conjunto de condições que permitem abrigar e reger a vida. Esse fato, aliado a negligência governamental, acarretou a atual conjuntura precária dos desafios da relação entre o homem e o meio ambiente. Assim, mostra-se relevante debater essa problemática, a qual está presente sobretudo nos âmbitos governamental e social.

Em primeiro plano, é evidente a falha do Governo acerca da situação. De acordo com o artigo 225º da Constituição de 1988 - todos possuem direitos ao ecossistema ecologicamente equilibrado, impondo-se ao poder público o dever de defendê-lo e  preservá-lo-. Nessa perspectiva, é notório as dificuldades das autoridades em promover ações que propiciariam maior conservação da natureza. Somado a isso, o Brasil abrange um enorme patrimônio natural que garante aos brasileiros as condições essenciais, como por exemplo, água potável, solo fértil, clima favorável, sobrevivência e evolução. Entretanto, as degradações ambientais dos últimos anos, ratifica o desmazelo das autoridades. Exemplificação disso, se encontra na queimada da Amazônia, a qual ocorreu uma lentidão na execução de medidas para averiguar os danos. Assim sendo, o Ministério do Meio Ambiente deve exercer as leis existentes.

Ademais, convém associar o corpo social ao desgaste ecossistêmico. Conforme postulou, o eminente Hans Jonas, em seu princípio de responsabilidade, o desenvolvimento deve ser feito de forma que não prejudique as gerações futuras. Todavia, a realidade atual ligada à sociedade de consumo, vai de encontro aos preceitos do filósofo. Evidentemente, o desejo das indústrias em adquirir maiores capitais, o desmatamento das áreas de preservação, para aumentar a expansão agrícola e um maior número de veículos em circulação e, consequentemente a ampliação da liberação de componentes do efeito estufa, como por exemplo, o CO2. Logo, ratifica-se a ideia de que estes comportamentos implicará prejuízos futuros. Desse modo, o engajamento social é imprescindível para reduzir essa óbice.

Com o objetivo de minimizar os entraves do meio, medidas carecem ser executadas. Portanto, cabe Ministério do Meio Ambiente junto ao (IBAMA) exercer as leis existentes e promover maior contratação de fiscais, a fim de garantir uma proteção mais eficiente das áreas de conservação. Estes, devem aumentar as multas para os indivíduos que portam atitudes nocivas ao meio, como as indústrias e os agricultores ilegais. Outrossim, a comunidade necessita praticar ações que visam a preservação do ambiente, como a aceitação de carona , com o intuito de diminuir o número de veículos e a poluição.